JORNALISMO

Bastidores de grandes reportagens são destaques em congresso

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(Imagem: Alice Vergueiro)

Mais de dez grandes reportagens produzidas no último ano no jornalismo brasileiro e internacional serão apresentadas no 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. A programação compõe o eixo temático “Boas histórias, boas reportagens”, já tradicional no evento, que busca sempre compartilhar com o público os bastidores e ensinamentos de histórias de impacto.

Em 2017, serão oito painéis para discutir o assunto, marcados para os três dias do Congresso, durante manhã e tarde. Veja a lista completa aqui.

A quinta-feira (29.jun.2017) já começa com duas sessões: durante a manhã, os jornalistas Fabiano Maisonnave, da Folha, e Johanna Nublat, da Veja, apresentam os bastidores de suas histórias no painel “Histórias para além das fronteiras: imigração ilegal aos EUA e entrada na Coreia do Norte”. Em 2016, quando estava na Folha, Johanna escreveu a série de reportagens “Sete dias em Pyongyang”, na qual falou sobre política, a vida e costumes da capital norte-coreana. No último janeiro, Fabiano foi à rota das Bahamas, onde imigrantes tentam fazer a travessia para os Estados Unidos. O repórter entrou em contato com pessoas ligados aos “coiotes” brasileiros, barcos associados a organizações criminosas que fazem o transporte para o outro lado.

À tarde, o painel “Lobby sem lei” apresentará o especial homônimo escrito pela repórter Alana Rizzo, então na revista Época. Com informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, Alana analisou milhares de documentos e fez mais de 120 entrevistas para escrever o material sobre o universo do lobby em Brasília. A história conta com cinco capítulos e é apresentada com recursos multimídia na versão on-line. Na página da Época do Facebook, a repórter adiantou parte dos bastidores da reportagem.

As repórteres especializadas em saúde Ana Lúcia Azevedo, de O Globo, e Fabiana Cambricoli, do Estadão, vão ao Congresso na sexta-feira (30.jun.2017) para falar das histórias que conseguiram em torno das recentes epidemias de zika e febre amarela. Na reportagem “Uma emergência esquecida”, Fabiana voltou a olhar às vítimas de microcefalia um ano após o anúncio da epidemia. Ana Lúcia Azevedo, por outro lado, não só abordou o aspecto humano como também expôs o impacto da febre amarela sobre a Mata Atlântica (região afetada pelo surto), incluindo sua fauna. O título não poderia ser outro: “A febre que silencia as florestas”. As jornalistas estarão presentes no painel “Histórias de epidemias: as vidas afetadas pela zika e pela febre amarela”, que ocorre às 9h, primeiro horário do evento.

No sábado, os produtores Bruno Latta e Nunuca Vieira e a jornalista Renata Ceribelli, da TV Globo, mostram como foi fazer a série especial “Quem sou eu?”, do Fantástico, que contou as histórias de transgêneros em fases distintas da vida. Foram quatro episódios com enorme repercussão. Bruno Latta contou um pouco ao BuzzFeed sobre a produção da série, após o sucesso.

O destaque fica para a sessão especial “Abraji Talks: boas histórias”, com a repórter mexicana Laura Castellanos e o repórter de O Globo Vinicius Sassine. Ambos são jornalistas premiados: Laura, com a reportagem “Fueron los federales”, sobre a execução de 16 civis por policiais na cidade de Apatzingan, no México, venceu o Prêmio Nacional de Jornalismo e o Prêmio Latino-Americano de Jornalismo Investigativo no último ano. Já Sassine recebeu o Prêmio Rei da Espanha pela série de reportagens que escreveu sobre a FAB, que, em três anos, recusou-se a transportar 153 órgãos para transplante no Brasil. Ao mesmo tempo em que aconteciam as recusas, o repórter verificou, com informações obtidas via Lei de Acesso à Informação, que a Aeronáutica havia feito o voo de mais de 700 autoridades políticas em detrimento do transporte dos órgãos para transplante.

Além dos listados acima, os painéis “‘Não denunciarei!’: o furo da delação da JBS”, “Sigilo de investigações e furo do caso Odebrecht” e “Mostre e Conte” também constam na programação de boas reportagens preparada para o Congresso.

O 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo acontece nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho na Universidade Anhembi Morumbi, unidade Vila Olímpia, em São Paulo. Com mais de 60 painéis e oficinas, o evento dura das 9h às 17h30 nos três dias. As inscrições estão abertas até 26 de junho e podem ser feitas em congresso.abraji.org.br.

Serviço

12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Universidade Anhembi Morumbi

Rua Casa do Ator, 275, Vila Olímpia – São Paulo, SP

29 e 30 de junho e 1º de julho de 2017

Inscrições até 26 de junho em congresso.abraji.org.br

SOBRE O AUTOR

Abraji

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Criada em 2002 por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas. É mantida pelos próprios jornalistas e não tem fins lucrativos.

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