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They can do it: estudo sobre a experiência de drag queens em SP

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They can do it: um estudo sobre a experiência de mulheres drag queens em São Paulo

Neste artigo, registro e analiso como pode ser para uma mulher a experiência de atuar como uma drag queen, tomando como objeto de estudo seis mulheres, de 17 a 30 anos, moradoras da cidade de São Paulo, que performam como drag queens. Durante a busca pelos meus objetos de estudo, tentei trazer nessas personagens perfis distintos que, juntos, tornariam a amostra mais representativa, como classes, etnias, características estéticas e estilos de vida diferentes. No entanto, com relação à classe monetária e à etnia, há um padrão dominante branco e de classe média. Cinco delas são integrantes do coletivo Riot Queens.

Criado pouco antes do início dessa pesquisa, ele tem o objetivo de apoiar e reunir mulheres drags de todo o Brasil. Por meio de  uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico com observação participante e entrevistas estruturadas e informais, além da análise dos conceitos de drag queens, gênero e empoderamento feminino trazidos por autores clássicos e contemporâneos, observei que, ao ocupar um espaço originalmente masculino e gay, essas personagens integram uma nova proposta de ativismo por meio de agendas relacionadas à luta feminista, como a busca pelo empoderamento e a contestação de padrões de beleza e de imposições relacionadas a identidades de gênero, além de apresentar um posicionamento político de esquerda.

Para fins de estruturação e delimitação do desenvolvimento e da discussão desta pesquisa, trabalho com os seguintes questionamentos: mulher pode ser drag queen? Para elas, o que significa ser uma drag queen? O que isso proporciona para elas como mulheres? Como lidam com o preconceito de atuar como drag queens no meio LGBTQI? Este trabalho não tem a pretensão de formar uma análise conclusiva sobre os conceitos aqui analisados, mas expandir a proposta do ser drag queen como algo fluido e mutável, que vai além de restrições de identidade de gênero e imposições de um perfil feminino específico para sua caracterização.

Aqui, o principal é entender de que forma as personagens estudadas compreendem o fazer drag e o que isso traz para elas, que, como pude analisar, está diretamente relacionado à liberdade e ao empoderamento, o que dá forças para lutarem contra o preconceito sofrido dentro do meio LGBTQI e conquistarem um espaço que, segundo elas, deve pertencer a todos.

Palavras-chave: Drag queens; São Paulo; Empoderamento; Gênero; Feminismo.

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