JORNALISMO

Editora que divulgou assédio sofrido por repórter é demitida do iG

(Imagem: Reprodução/Facebook)

Enquanto o funkeiro Biel continua a trabalhar, usando Facebook e Instagram para mostrar que seus shows continuam contando com as presenças de fãs, as duas jornalistas envolvidas no caso de assédio sexual cometido por ele perderam seus empregos. Nesta sexta-feira, 24, dias depois de dispensar a repórter alvo da boçalidade do cantor, a direção do portal iG demitiu a editora-executiva Patrícia Moraes.

Há três semanas, Patrícia foi a responsável por divulgar que o artista tinha ofendido e disparado mensagens chulas à repórter, que até agora segue com a identidade preservada pela imprensa. No texto, a então editora-executiva do site de notícias e entretenimento informou que o cantor chegou a dizer que “quebraria” a entrevistadora ao meio e que ela era “gostosinha”. O caso foi registrado na 1ª Delegacia da Mulher de São Paulo.24

A demissão de Patrícia foi publicada em primeira mão pelo movimento “Jornalistas contra o assédio”, grupo criado nesta semana, conforme noticiado pela reportagem do Portal Comunique-se. Na fan page, a equipe condena a postura do iG, que chegou a alegar que a dispensa aconteceu por causa de “‘corte’ de despesas”, segundo publica a equipe por meio da rede social, que deseja sucesso à amiga demitida.

“É simbólico que, prestes à nossa campanha completar uma semana, com mais de 2 milhões de pessoas alcançadas só por esta fan page, alguém que ajudou a tornar público um caso escabroso contra uma jornalista e mulher tenha esse destino. Quem sabe agora as entidades de classe – a maioria, num silêncio absolutamente omisso e sepulcral – venham a público fazer valer a representatividade que juram carregar?”, reclama o grupo “Jornalistas contra o assédio”.

SOBRE O AUTOR

Redação Comunique-se

Equipe responsável pela produção de conteúdo do Portal Comunique-se. Atualmente, a redação é composta pelo editor Anderson Scardoelli, a repórter Nathália Carvalho e a trainee Tácila Rubbo.

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  • […] Nos últimos meses, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) fez uma pesquisa em parceria com a Gênero e Número com mais de 500 jornalistas brasileiras, mapeando como o machismo afeta estas profissionais em seu ambiente de trabalho. Os números não são nenhuma novidade. Mais de 70% já receberam uma cantada que as deixaram desconfortáveis durante o exercício da profissão e o mesmo número também corresponde aquelas que tomaram conhecimento de alguma colega sendo assediada no ambiente de trabalho. Quase 90% já foi discriminada por conta de seu gênero e 83% já sofreu algum tipo de violência psicológica. Apenas 15% denunciou as ocorrências. Vale dizer: o assédio pode ocorrer tanto de colegas de trabalho como de fontes. No ano passado, uma repórter do iG foi demitida depois de denunciar – e comprovar – um assédio sexual vindo de um cantor. A editora que endossou a denúncia também foi demitida semanas depois. […]

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