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Funcionários da TVE protestam contra possível fim da emissora

(Imagem: Laura Santos Rocha)

A situação da TVE e da FM Cultura do Rio Grande do Sul, veículos administrados pelo governo gaúcho por meio da Fundação Piratini, está crítica. Depois de o governador Ivo Sartori (PMDB) ver o seu desejo de encerrar as operações das emissoras ser aprovado pela Assembleia Legislativa, os funcionários realizaram, nesta segunda-feira, 26, protesto em frente à sede da empresa de comunicação pública. O ato ocorreu depois de policiais barrarem a entrada dos profissionais nas dependências da fundação.

O protesto começou quando funcionários da Fundação Piratini, que oficialmente estão em recesso coletivo até 2 de janeiro, foram proibidos de entrarem no prédio. Além de não conseguirem trabalhar, os profissionais não conseguiram nem ao menos pegar seus pertences que ainda estão nas sedes das emissoras. Com a situação, jornalistas e entidades da classe reclamaram se manifestaram em favor da improvável manutenção dos veículos de comunicação. “É um dia muito triste”, definiu o diretor do Sindicato dos Radialistas do Rio Grande do Sul, Guilherme Fernandes de Oliveira.

Funcionários da TVE e da FM Cultura são impedidos de voltar ao…

QUEREMOS TRABALHAR! VIVA A FUNDAÇÃO PIRATINI!Governo Sartori quer calar a TVE e a FM Cultura antes mesmo de extinguir a Fundação Piratini.Hoje,pela manhã, os funcionários concursados, ao tentarem voltar ao trabalho, tiverem seu acesso proibido e foram recebidos por seis viaturas da Brigada Militar, incluindo um pequeno contingente do Batalhão de Choque.As portas das duas emissoras públicas gaúchas estão fechadas. A imensa maioria dos trabalhadores está impedida de entrar nos prédios da TVE e da FM Cultura. Por decisão da direção da fundação, podem passar pelos portões apenas: os servidores ligados às Diretorias Administrativa e Jurídico Financeira, aqueles que ocupam cargos de chefia, detentores de funções gratificadas (FGs), além é claro dos Cargos Comissionados (CCs indicados diretamente pelo Governo do Estado). Ao que tudo indica, esta permissão é dada apenas para que deem prosseguimento ao processo de extinção da Fundação Piratini, cuja autorização foi dada pelos 30 deputados que votaram a favor do PL246 na madrugada do dia 21.Os demais servidores foram postos em férias coletivas até o dia 2 de janeiro e tratados como ameaças ao patrimônio público. É preciso ficar claro: não somos nós a ameaça ao patrimônio público.Ao contrário, apenas a nossa presença dentro dos prédios da Fundação Piratini pode garantir a integridade do patrimônio físico e do patrimônio imaterial que eles abrigam. Somos nós, os servidores públicos concursados, os detentores não apenas da função legal de proteger este patrimônio como os únicos com o conhecimento necessário para que nada ali se perca. O que farão os diretores indicados pelo Palácio Piratini para manter, por exemplo, na temperatura correta as salas que abrigam o acervo audiovisual de mais de 40 anos de Fundação Piratini? Quem fará sua indexação correta? Quem garantirá que o material produzido recentemente e armazenado de forma digital dentro de vários computadores será mantido intacto por aqueles que querem acabar com a TVE e a FM Cultura? Quem manterá em perfeitas condições os sofisticados equipamentos utilizados para colocar as duas emissoras no ar?A verdadeira ameaça ao patrimônio público vem, portanto, diretamente do Gabinete do Governador no Palácio Piratini e é posta em prática pelos diretores da fundação por ele indicados.Os mesmos que tiraram do ar a TVE e a FM Cultura desde a segunda-feira passada.Os mesmos que impedem jornalistas e radialistas de fazer seu trabalho, como não se via de forma tão descarada desde a ditadura militar.Cometem assim um atentado ao direito ao trabalho e um atentado à liberdade de expressão.Tudo isto para realizar o maior dos atentados: tirar dos gaúchos e gaúchas suas duas emissoras públicas.#SalveSalveTVEFMCultura

Publicado por Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura em Segunda, 26 de dezembro de 2016

O Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura também se posicionou em nome dos funcionários concursados. Em nota divulgada originalmente no Facebook, o grupo pontua que com o recesso imposto, o canal televisivo e a estação de rádio seguem no ar sem exibição de telejornais ou outro tipo de programação própria em pleno fim de ano. “Algo impensável em quaisquer outros veículos de comunicação”, salientou a equipe. “Queremos trabalhar”, registraram os profissionais.

Funcionários da TVE e da FM Cultura são impedidos de voltar ao…

QUEREMOS TRABALHAR! VIVA A FUNDAÇÃO PIRATINI!Governo Sartori quer calar a TVE e a FM Cultura antes mesmo de extinguir a Fundação Piratini.Hoje,pela manhã, os funcionários concursados, ao tentarem voltar ao trabalho, tiverem seu acesso proibido e foram recebidos por seis viaturas da Brigada Militar, incluindo um pequeno contingente do Batalhão de Choque.As portas das duas emissoras públicas gaúchas estão fechadas. A imensa maioria dos trabalhadores está impedida de entrar nos prédios da TVE e da FM Cultura. Por decisão da direção da fundação, podem passar pelos portões apenas: os servidores ligados às Diretorias Administrativa e Jurídico Financeira, aqueles que ocupam cargos de chefia, detentores de funções gratificadas (FGs), além é claro dos Cargos Comissionados (CCs indicados diretamente pelo Governo do Estado). Ao que tudo indica, esta permissão é dada apenas para que deem prosseguimento ao processo de extinção da Fundação Piratini, cuja autorização foi dada pelos 30 deputados que votaram a favor do PL246 na madrugada do dia 21.Os demais servidores foram postos em férias coletivas até o dia 2 de janeiro e tratados como ameaças ao patrimônio público. É preciso ficar claro: não somos nós a ameaça ao patrimônio público.Ao contrário, apenas a nossa presença dentro dos prédios da Fundação Piratini pode garantir a integridade do patrimônio físico e do patrimônio imaterial que eles abrigam. Somos nós, os servidores públicos concursados, os detentores não apenas da função legal de proteger este patrimônio como os únicos com o conhecimento necessário para que nada ali se perca. O que farão os diretores indicados pelo Palácio Piratini para manter, por exemplo, na temperatura correta as salas que abrigam o acervo audiovisual de mais de 40 anos de Fundação Piratini? Quem fará sua indexação correta? Quem garantirá que o material produzido recentemente e armazenado de forma digital dentro de vários computadores será mantido intacto por aqueles que querem acabar com a TVE e a FM Cultura? Quem manterá em perfeitas condições os sofisticados equipamentos utilizados para colocar as duas emissoras no ar?A verdadeira ameaça ao patrimônio público vem, portanto, diretamente do Gabinete do Governador no Palácio Piratini e é posta em prática pelos diretores da fundação por ele indicados.Os mesmos que tiraram do ar a TVE e a FM Cultura desde a segunda-feira passada.Os mesmos que impedem jornalistas e radialistas de fazer seu trabalho, como não se via de forma tão descarada desde a ditadura militar.Cometem assim um atentado ao direito ao trabalho e um atentado à liberdade de expressão.Tudo isto para realizar o maior dos atentados: tirar dos gaúchos e gaúchas suas duas emissoras públicas.#SalveSalveTVEFMCultura

Publicado por Movimento dos Servidores da TVE e FM Cultura em Segunda, 26 de dezembro de 2016

Os responsáveis pelo movimento afirmaram, ainda, que os funcionários que tentaram entrar na sede da Fundação Piratini foram “recebidos por seis viaturas da Brigada Militar”, que se apresentaram acompanhadas de “pequeno contingente do Batalhão de Choque”. “É preciso ficar claro: não somos nós a ameaça ao patrimônio público. Ao contrário, apenas a nossa presença dentro dos prédios da Fundação Piratini pode garantir a integridade do patrimônio físico e do patrimônio imaterial que eles abrigam”, garante o grupo.

“Os mesmos que impedem jornalistas e radialistas de fazer seu trabalho, como não se via de forma tão descarada desde a ditadura militar. Cometem assim um atentado ao direito ao trabalho e um atentado à liberdade de expressão. Tudo isto para realizar o maior dos atentados: tirar dos gaúchos e gaúchas suas duas emissoras públicas”, finaliza a nota do movimento. Até o começo da noite desta segunda-feira, a Brigada Militar, o governo do Rio Grande do Sul e a Fundação Piratini não se manifestaram oficialmente.

SOBRE O AUTOR

Anderson Scardoelli

Jornalista, 27 anos. Formado pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e pós-graduado em "Jornalismo Digital" pela ESPM. Há oito anos no Grupo Comunique-se, onde idealizou os projetos 'Correspondente Universitário', 'Leitor-Articulista' e 'C-SE Acadêmico'. Na empresa, já atuou como freelancer (inserção de conteúdo), estagiário de pesquisa, estagiário de redação, trainee de redação, subeditor e editor-júnior. É, desde maio de 2016, o editor-pleno responsável pelo Portal Comunique-se e pelo conteúdo do Prêmio Comunique-se.

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