JORNALISMO

Greve geral: jornalista sem transporte, repórter assaltado e equipe hostilizada

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Carolina Ercolin andou (e muito) no dia da greve geral (Imagem: Divulgação/Jovem Pan)

Durante o fim de semana e feriado do Dia do Trabalhador, o Portal Comunique-se já havia noticiado dois casos de atritos relacionados a profissionais da imprensa que cobriram a greve geral de sexta-feira, 28 de abril. Conforme registrado, o colunista Pedro Zambarda sofreu ferimentos ao ser atingido por bala de borracha, enquanto o humorista Marcelo Madureira foi agredido. Agora, na tarde desta terça-feira, 2, o site volta ao tema e resgata mais três histórias protagonizadas por jornalistas durante a data marcada por protestos em diversas cidades do país. Teve repórter que percorreu mais de 8 quilômetros, comunicador que sofreu assalto e toda uma equipe de TV que foi hostilizada.

Sem transporte

Em São Paulo, a jornalista Carolina Ercolin, repórter e apresentadora da Jovem Pan, mostrou na prática como foi o dia de quem tentou chegar ao trabalho e não pode contar com o transporte público, uma vez que a cidade ficou sem ônibus, metrô e trens da CPTM. Para deixar sua casa, na região do Butantã, e chegar à redação da rádio, localizada na Avenida Paulista, ela caminhou por mais de 8 quilômetros (informa que foram exatos 12.156 passos e 8,4km). No trajeto, registrado em vídeo [ver abaixo], ela enfrentou garoa e conversou com ouvintes que também andaram rumo a seus respectivos empregos. A jornalista gastou mais de duas horas para completar o trajeto. O relato completo do que ela enfrentou está disponível no site da Jovem Pan.

Celular roubado

Repórter da TV Jornal, afiliada do SBT no Recife, Jonnath Monteiro sofreu com a criminalidade ao ir às ruas da capital pernambucana para cobrir a greve geral. O jornalista foi assaltado durante o trabalho. De acordo com o site JC Online, ele foi abordado enquanto fazia gravações. “A população da área estava fazendo alguns atos de vandalismo e eu estava registrando com meu celular. Nesse momento, vários representantes da CUT [Central Única dos Trabalhadores], com camisas vermelhas, me cercaram e disseram que, ao registrar essas imagens, eu estava ‘queimando o movimento deles’”, disse o comunicador, que explicou o desfecho da história: “eu disse para ele que precisava registrar o fato. Eles falaram que não iriam permitir e roubaram meu celular”.

Jornalistas hostilizados

Comandada por Guto Abranches, a equipe de reportagem da TV Centro América, afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, foi alvo da ira de manifestantes que estavam em Cuiabá. O repórter e os demais profissionais da emissora escalados para a pauta não conseguiram gravar matéria e tiveram de deixar o local sob gritos de “globo golpista” e outros xingamentos. A situação fez com que o site local Olhar Direto observasse o seguinte: sem registro de como foram os protestos da greve geral na cidade, Cuiabá foi a única capital da região Centro-Oeste que acabou ignorada na edição do ‘Jornal Nacional’.

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