JORNALISMO

Imprensa goiana perde Reynaldo Rocha, ex-editor-chefe do jornal O Popular

reynaldo rocha
O jornalista Reynaldo Rocha (Imagem: Reprodução/Jornal Opção)

A semana começou com perda para a imprensa goiana. Na segunda-feira, 22, o jornalista Reynaldo Rocha morreu após ficar uma semana internado em um hospital de Goiânia ao apresentar sintomas de gripe. Com 73 anos, ele somou experiências em diversos veículos de comunicação de Goiás, chegando a atuar como editor-chefe do impresso O Popular. A morte do jornalista causou comoção entre colegas e empresas de mídia do estado do Centro-Oeste, que valorizaram as qualidades do profissional que tinha mais de cinco décadas dedicadas à comunicação social.

Em sua versão online, O Popular destaca que boa parte da trajetória profissional de Reynaldo Rocha aconteceu dentro das dependências do Grupo Jayme Câmara (GJC), empresa responsável por controlar o título e outros veículos. Só no jornal – que detém a maior circulação de Goiás -, ele trabalhou por 27 anos, passando por diversos cargos e, em determinado momento, tendo a responsabilidade de definir a edição final. Fora do impresso, mas dentro do GJC, o jornalista integrou as equipes da TV Anhanguera (afiliada à Rede Globo) e das rádios Executiva e CBN Goiânia.

Com a morte de Reynaldo Rocha, a reportagem do site de O Popular fala em comoção entre gente de dentro e fora da imprensa. A publicação registra que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), divulgou nota oficial em que não poupou elogios ao “Rey”, como o jornalista era conhecido entre os mais próximos. “Ele sempre com muita seriedade a profissão e transmitia esse sentimento por toda a sua trajetória”, anunciou o político tucano, que afirmou ter tido o “privilégio” de contar com os trabalhos do profissional como assessor de imprensa na equipe de comunicação de seu governo.

A relação entre O Popular e a família Rocha, entretanto, não acabará com a morte do “Rey”. O jornal tem em seu quadro de colaboradores dois irmãos de seu antigo editor-chefe: os colunistas Hélio Rocha e Ana Cláudia Rocha. “Para a gente, é a dor da falta, da alegria. A última lembrança que tenho dele é de um sorriso, mesmo gripado”, disse a colunista à reportagem. “A gente lamenta pela dedicação à família e pela importância dele para o jornalismo, que é inegável. Ele tem uma participação essencial na história do jornalismo em Goiás”, prosseguiu a irmã de Reynaldo.

“Reynaldo Rocha deixa um vazio nas redações”. Esse foi o título definido pela edição do site do Diário da Manhã para falar da baixa no jornalismo local. Em texto assinado por Tom Carlos, o jornalista é definido como alguém reconhecido “pela atuação séria e responsável”. Curiosidades e histórias inovadoras relacionadas ao profissional foram destacadas. A reportagem lembra que ele entrou para a equipe fixa do jornal O Popular após cobrir férias do irmão, idealizou o ‘Roda de Entrevistas’ (programa exibido pela TV Brasil Central) e criou o primeiro sistema de estágios de Goiás.

Colunista do Jornal Opção, outro título que circula em Goiânia e outras cidades de Goiás, Euler de França Belém destaca que “uma das qualidades de Reynaldo Rocha era a diplomacia — dava-se bem com todo mundo e era respeitado pelas fontes”. No texto em que informa o motivo da causa da morte do colega (insuficiência respiratória), o colunista traz depoimentos de outros quatro jornalistas, que lamentaram a partida do “Rey” da imprensa da região: Cyd Ramos, Paulo Bittencourt, Edmar Oliveira e Alberto Nery. “[Reynaldo] Era inteligente e fazia análises políticas perspicazes e certeiras”, comentou Edmar.

O corpo do jornalista foi sepultado na manhã desta terça-feira, 23, no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. O jornalista deixa a mulher, Ângela Maria Cardim Rocha, dois filhos, Cláudio Cardim Rocha e Daniela Cardim Rocha, e dois netos, João Marcelo (15 anos) e Maria Clara (11 anos).

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