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"Não tem como ser assessor sem antes ser repórter”, afirma Márcio Trevisan


Ele trabalhou como repórter do jornal A Gazeta Esportiva e hoje se dedica à assessoria. Márcio Trevisan tem mais de vinte anos dedicado ao jornalismo e afirma que o trabalho de reportagem é essencial ao profissional que quer trabalhar com comunicação. Aos onze anos, já era certo que Trevisan seria jornalista.

 

Trevisan
Trevisan: da redação à assessoria. (Imagem: Arquivo Pessoal)
Formado pela faculdade Cásper Libero, o profissional queria trabalhar com rádio, mas a vida o levou para o impresso, onde atuou como repórter e editor. "Quando estava na Gazeta, lembro que eu falava que queria morrer repórter. Mas a vida nos leva para caminhos que não imaginamos", conta.

 

Atual assessor de comunicação do Grupo Educacional Uniesp, o jornalista ressalta como foi importante passar pela reportagem. "Não tem como ser assessor sem antes ser repórter. Somente quando você é repórter é que entende a postura e necessidade do jornalista e, assim, você pode prestar uma assessoria melhor", explica.

Trevisan, ao falar do jornalismo brasileiro, vê o momento com preocupação, já que é assustador “entrar nos sites e ler as mesmas notícias”. “Os títulos me deixam de ‘cabelo em pé’. Está caindo muito o nível dos jornalistas e, hoje, é difícil apontar um nome de um repórter fera. Na minha época éramos todos famosos”, diz. Otimista, ele acredita em melhoras, mas teme que as dificuldades levem os “focas” à assessoria antes da reportagem.


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