JORNALISMO

Jornalistas são proibidos de entrar em audiência no Tribunal do Júri do interior de SP

Acidente do qual o réu era acusado matou três jovens (Imagem: Reprodução/Arquivo/Comércio da Franca)

Profissionais de veículos de comunicação foram barrados na cobertura de audiência na cidade de Franca, interior de São Paulo, na terça-feira, 21. Os comunicadores estavam no Tribunal do Júri para acompanhar a sessão de instrução do auxiliar de serviços-gerais Cairo César Cruz, acusado de ser o responsável por acidente que provocou a mortes de três jovens em outubro de 2015. As informações são do GCN.

De acordo com o veículo local, alegando motivos psicológicos do réu, o juiz Paulo Sérgio Jorge Filho alegou que a imprensa não poderia acompanhar a sessão. Por volta de 13h40, repórteres do Jornal Comércio da Franca e da EPTV, que enviaram ofícios destinados à Vara do Júri e Execuções para acompanhar a audiência, entraram na sala e, imediatamente, foram “convidados a se retirar”.

Jorge Filho justificou que o pedido feito pelos jornalistas para acompanhar a audiência – enviado na quinta-feira, 16, e aprovado na segunda-feira, 20 – teria sido negado. “Por motivos psicológicos do réu, eu indeferi o ofício de vocês. Em razão disso, peço que se retirem”, informou o juiz, instruindo as profissionais a procurarem mais tarde as informações sobre a audiência.

Ainda de acordo com o GCN, poucos minutos após os repórteres se retirem do local onde estava sendo realizada a sessão, foi protocolado no processo termo de audiência em que o juiz responsável confirma ter barrado a presença da imprensa.

O Caso
Na madrugada de 31 de outubro de 2015, Cruz perdeu o controle do Fiat Linea que dirigia, invadiu o canteiro central da Avenida Paulo VI, em Franca (SP), e bateu em uma árvore. Com o impacto, três garotas que estavam no local morreram. O estudante César Eduardo Gonçalves, 17, que também estava no carro, sofreu ferimentos leves. O motorista foi socorrido com lesões graves e ficou internado na Santa Casa por alguns dias. Recuperou-se e, agora, aguarda decisão na Justiça para o caso.

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