JORNALISMO

Morte de embaixador grego é “novela macabra”, diz imprensa internacional

O embaixador grego Kyriakos Amiridis durante evento em Brasília. Diplomata foi assassinado no RJ (Imagem: Marcos Correa/Divulgação/Presidência da República)

A informação de que o embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, teria sido morto em um crime planejado por sua mulher, teve grande repercussão na imprensa internacional. Vários jornais relataram detalhes do assassinato, cometido na Baixada Fluminense por um policial militar, amante da esposa do diplomata.

O assunto ganhou destaque na rede de televisão norte-americana CNN, que reproduz informações da Agência Brasil. O canal conta que o policial Sérgio Gomes Moreira alegou ter matado o embaixador em legítima defesa, antes de ter pedido para seu primo, Eduardo Moreira de Melo, ajudá-lo a esconder o corpo do diplomata.

O jornal francês Le Figaro fala de um “cenário macabro” e diz que o crime foi planejado por Françoise Oliveira, mulher do embaixador. O assassinato também chamou a atenção do canal de televisão francês France 24, que transmitiu várias vezes uma reportagem sobre o assunto durante a tarde de sábado, 31 de dezembro.

Com a manchete “novela macabra da morte do embaixador grego no Brasil”, o jornal espanhol El País também deu bastante destaque para o episódio. O diário relata que um cúmplice (Moreira de Melo) confessou que Françoise ofereceu 23 mil euros (R$ 80 mil) para que ele assassinasse Amiridis.

O jornal norte-americano The New York Times conta o caso em detalhes e afirma que o assassinato do embaixador grego foi chocante “mesmo para os padrões de uma cidade acostumada com crimes”. Para o diário, o episódio representa um final de ano horrível para um país que já sofre com uma crise financeira e escândalos políticos.

Amiridis estava de férias com a família no Rio e deveria voltar a Brasília em 9 de janeiro, mas na quarta-feira, 28, Françoise denunciou que não tinha notícias do marido desde a noite de segunda, 26, quando ele teria saído do apartamento que mantinham em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Na quinta, 29, um carro carbonizado com seu corpo dentro foi encontrado debaixo de um viaduto da região. O veículo foi identificado como o alugado pelo embaixador.

Presa
Françoise de Souza inicialmente negou o crime e garantiu não saber de nada, mas durante depoimento na delegacia, e diante das contradições, revelou que o policial militar foi o autor do homicídio. Apontada pela polícia como mandante do assassinato, ela está presa desde sábado, 31, no Complexo Prisional de Gericinó, no bairro carioca de Bangu.

Rádio França Internacional e Agência Brasil
Edição: Lidia Neves

SOBRE O AUTOR

Agência Brasil

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