Alzheimer – O que é, causas, sintomas, diagnóstico, dicas, tratamento e prevenção

Até 2050, espera-se que a população da terceira idade aumente e chegue a 2,02 bilhões. Com isso, notamos um aumento no Brasil do número de pessoas com a doença de Alzheimer que já atinge cerca de 1,2 milhão, segundo ABRAz. Apenas metade delas buscam tratamento e a cada ano surgem 100 mil novos casos que aumentam essa estatística. Além disso, essa patologia é responsável pelo equivalente a 70% dos casos de demência no mundo.

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Cerca de 30% da população fará parte do público idoso até 2050 (IBGE), com isso teremos um aumento significativo de pacientes com doença de Alzheimer no país.

São Paulo, SP, 24/01/2019 –

Até 2050, espera-se que a população da terceira idade aumente e chegue a 2,02 bilhões. Com isso, notamos um aumento no Brasildo número de pessoas com a doença de Alzheimer que já atinge cerca de 1,2 milhão, segundo a Academia Brasileira de Alzheimer. Apenas metade delas buscam tratamento, e, a cada ano, surgem 100 mil novos casos que aumentam essa estatística. Além disso, essa patologia é responsável pelo equivalente a 70% dos casos de demência no mundo. A estimativa é a de que esse número dobre até 2030 no país. A OMS estipula que, no mundo inteiro, 47 milhões de pessoas sofram de demência. A partir disso a especialista em cuidados na terceira idade Melina Primo sócia-proprietária da Home Angels – Vila Andrade desmistifica um pouco mais sobre essa enfermidade.

 

O que é?

 

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro que acomete pessoas com mais idade. Funções básicas cerebrais como memória, linguagem, cálculo, comportamento são comprometidas de forma lentamente progressiva levando o paciente a uma dependência para executar suas rotinas da vida diária.

É um processo diferente do envelhecimento cerebral, pois ocorrem alterações patológicas no tecido cerebral como deposição de proteínas anormais e morte celular.

A Doença de Alzheimer é uma enfermidade sem cura que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas.

Conforme mencionado acima, a doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre estes sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

A patologia desta doença se deu ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a estudar a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença e que deram os primeiros passos para o que conhecemos sobre essa enfermidade.

Ainda não se sabe por que o Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral.

Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença.

As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais impactadas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas.   

 

Causas

 

A medicina ainda não descobriu a causa do Alzheimer, embora seja conhecido o processo de perda de células cerebrais. O que se sabe é que existe uma forte relação com a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doença.

O Alzheimer não tem um caráter nitidamente genético, com transmissão direta de geração a geração. O que se estima é que haja a transmissão da predisposição para desenvolvê-la, o que, junto a fatores ambientais, poderá ou não desencadeá-la.

Pesquisadores creem que, para a maioria das pessoas, a doença de Alzheimer é causada por uma combinação de fatores genéticos, de estilo de vida e ambientais que afetam o cérebro ao longo do tempo.

A causa da patologia de Alzheimer ainda é desconhecida, porém seus efeitos deixam marcas fortes no paciente. Normalmente, atinge a população de idade mais avançada, contudo se registrem casos em gente jovem. Os cientistas já conseguiram identificar um componente genético do problema, só que estão longe de uma solução que traga a cura. 

Embora as causas ainda não sejam completamente compreendidas, seu efeito sobre o cérebro é bem claro. A doença de Alzheimer danifica e mata as células cerebrais. Um cérebro afetado pela doença de Alzheimer tem muito menos células e muito menos conexões entre as células sobreviventes do que um cérebro saudável.

À medida que mais células cerebrais morrem, a doença de Alzheimer leva a um encolhimento significativo do cérebro. Quando os médicos examinam o tecido cerebral de Alzheimer sob o microscópio, eles veem dois tipos de anormalidades que são consideradas características da doença:

 

Placasesses aglomerados de uma proteína chamada beta-amiloide podem danificar e destruir as células cerebrais de várias maneiras, inclusive interferindo na comunicação célula a célula. Não obstante a causa final da morte de células cerebrais na doença de Alzheimer não seja conhecida, a coleção de beta-amiloide do lado de fora das células cerebrais é um dos principais suspeitos

 

Emaranhadosas células cerebrais dependem de um sistema interno de suporte e transporte para enviar nutrientes e outros materiais essenciais ao longo de suas longas extensões. Este sistema requer a estrutura normal e o funcionamento de uma proteína chamada tau.

 

Principais Sintomas

      
Os primeiros sinais da doença são a perda de memória e o comportamento alterado do indivíduo. Não é qualquer perda de memória que devemos ficar alertas, mas àquela que se repete e começa a comprometer o dia a dia da pessoa, interferindo no cotidiano das atividades pessoais do paciente.

Com o evoluir da doença, estas perdas são cada vez mais progressivas e comprometem até memórias básica do paciente (como nome dos filhos e netos).

As alterações comportamentais podem ocorrer desde o início e são muito frequentes no decorrer da doença. Indivíduos com Alzheimer podem ter características depressivas, de agitação e de agressividade, ou até mesmo delírios e alucinações.

 

Elas em geral obedecem estes estágios e sinais descritos abaixo:

 

Estágio inicial de Alzheimer

  • Estado de distração ou falta de atenção
  • Esquecer-se de compromissos
  • Pequenas alterações notadas por familiares próximos
  • Alguma confusão em ambientes que não sejam familiares

 

Estágio intermédio de Alzheimer

  • Dificuldade em recordar informações recentes
  • Confusão crescente em um número maior de situações
  • Problemas na fala
  • Iniciar repetidamente a mesma conversa

 

Estágio avançado de Alzheimer

  • Maior agressividade ou passividade
  • Alguma perda de autoconsciência
  • Défice cognitivo debilitante
  • Personalidade abusiva, ansiosa ou paranoica

 

Efeitos do envelhecimento na memória, mas que não são Alzheimer

  • Esquecer-se ocasionalmente das coisas
  • Perder ocasionalmente objetos
  • Pequenas perdas de memória a curto prazo
  • Esquecer-se que ocorreram lapsos de memória

A doença de Alzheimer evolui de forma particular em cada indivíduo, embora existam sintomas em comum; por exemplo, o sintoma inicial mais comum é a perda de memória. Muitas vezes, os primeiros sintomas da doença são confundidos com os processos normais de envelhecimento ou stress. Quando se suspeita de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos e radiológicos para confirmar o diagnóstico. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão mental, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. Antes de se tornar totalmente aparente, a doença de Alzheimer evolui ao longo de um período indeterminado de tempo e pode manter-se assintomática durante anos.

 

Diagnóstico

     
O diagnóstico atualmente se dá com a entrevista médica e a exclusão de outras patologias por meio de exames de sangue e de imagem (tomografia ou ressonância magnética) e avaliação neuropsicológica (expandida ou computadorizada). Não existe ainda um marcador biológico da doença, ou seja, um exame único que o médico possa pedir e ter a segurança total do diagnóstico, mas recentes avanços laboratoriais têm melhorado a assertividade diagnóstica.

O diagnóstico da doença de Alzheimer é geralmente baseado na observação comportamental e no histórico clínico da pessoa e respectivos familiares. O diagnóstico é apoiado pela presença de características neurológicas e neuropsicológicas e pela exclusão de outras hipóteses. A exclusão de outras patologias cerebrais ou outros subtipos de demência pode ser auxiliada por diversas técnicas de imagiologia médica, como a tomografia computadorizada, ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Estas técnicas permitem ainda prever a evolução de estágios pródromos (défice cognitivo ligeiro) para a doença de Alzheimer.

O estado da doença pode ser caracterizado em maior profundidade através da avaliação das funções intelectuais, entre as quais a avaliação da memória. Várias organizações médicas têm vindo a criar critérios de diagnóstico com o intuito de padronizar e facilitar o processo de diagnóstico. O diagnóstico pode ser confirmado com elevado grau de precisão através de um exame histológico ao tecido cerebral após a morte. Os critérios internacionais mais utilizados no diagnóstico de demência são os propostos pelo Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Americana de Psiquiatria.

    

Tratamento

      
Existem medicações atualmente que ajudam na estabilização da doença ou diminuem a velocidade de perda funcional em cerca de cinco anos ou mais, podendo oferecer mais tempo com qualidade de vida ao paciente e aos familiares. Apesar do Alzheimer não ter cura, estas medicações, desde que bem otimizadas, podem oferecer conforto, alívio e melhor qualidade de vida.

O tratamento para o Alzheimer é feito para controlar os sintomas e retardar o agravamento da degeneração cerebral provocada pela doença e inclui o uso de remédios, como Donepezila, Rivastigmina ou Memantina, por exemplo, indicados pelo geriatra, neurologista ou psiquiatra.

Além do uso de remédios, é importante fazer terapias que melhoram a independência e o raciocínio, com terapia ocupacional, fisioterapia, atividades físicas, além de dar preferência a uma alimentação mediterrânea, equilibrada e rica em vitamina C, E e ômega 3, que têm ação antioxidante e protetora cerebral.

A escolha do melhor tratamento e as opções de medicamentos são indicadas pelo médico após avaliação e identificação das necessidades de cada paciente. 

A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que provoca perda gradual da memória, além de outras alterações como prejuízos no comportamento, desorientação e dificuldades na comunicação, por exemplo.

É mandatório que o idoso dependendo do seu estágio da doença de Alzheimer com sintomas como desorientação cerebral (não sabe onde está e o que está fazendo) e principalmente agressividade tome rigorosamente a sua medicação e tenha o tratamento adequado caso contrário o doente poderá desencadear acidentes contra terceiros ou a morte do próprio paciente por ações que ele próprio não tem controle. Segundo Lei nº 10.741 de 01 de Outubro de 2003, dispõe sobre o Estatuto do Idoso e outras providências a negligência de idosos em não prover cuidados com medicação e o acompanhamento adequado do paciente por responsável familiar ou algum cuidador de idosos especializado e contratado pela família poderá desencadear processos cíveis e criminais contra o responsável legal do paciente.

 

Medicamentos para Alzheimer

 

Existem remédios, em comprimido ou solução oral, que melhoram os sintomas e atrasam a evolução da doença de Alzheimer, especialmente retardando a perda de memória, e devem ser usados precocemente desde o início do diagnóstico, como a Donepezila, Galantamina e Rivastigmina, que são chamados de anticolinesterásicos, pois atuam aumentando os níveis da acetilcolina, um importante neurotransmissor para as funções cerebrais. 

A rivastigmina também tem a opção em adesivo, ou patch, que são trocados a cada 24 horas, e estão indicados para facilitar o uso, e para diminuir alguns efeitos colaterais dos comprimidos, que podem ser enjoos, vômitos e diarreia. 

A memantina também é um medicamento muito utilizado no tratamento, para evitar a progressão da doença em casos mais avançados e para acalmar o paciente. Não obstante, existem outros remédios que podem ser usados para ajudar no tratamento dos sintomas, auxiliam para diminuir a ansiedade, dormir ou a controlar a instabilidade emocional, como antipsicóticos, ansiolíticos e antidepressivos.

 

Os principais remédios para tratamento do Alzheimer, disponíveis no SUS ou particular, são:

 

 

Para que serve

Exemplo de medicamento

Anticolinesterásicos

Postergar a progressão da doença e diminuir sintomas

Donepezila, Rivastigmina, Galantamina

Memantina

Reduzir os sintomas da doença

Memantina

Antipsicótico

Equilibrar os comportamentos, evitar a excitação, agitação, delírios e alucinações

Olanzapina, Quetiapina, Risperidona

Ansiolítico

Controlar a ansiedade e dormir

Clorpromazina, Alprazolam, Zolpidem

Antidepressivos

Estabilizar o humor e emoções

Sertralina, Nortriptilina, Mirtazapina, Trazodona

 

O tipo, a dose e a quantidade de medicamentos são orientados pelo médico de acordo com cada caso, seguindo as necessidades de cada paciente.

Apesar da grande quantidade de medicamentos que são, geralmente, utilizados para tratar esta doença, ainda não existe uma cura, e é comum que ela piore com o passar do tempo.

 

Novas Terapias

 

A estimulação profunda cerebral é uma terapia quem vem sendo utilizada e parece ter bons resultados para o controle da doença e pode, até, reverter os sintomas. Como ainda é uma terapia muito cara e está disponível em poucos hospitais, ainda não está sendo realizada em escala, sendo reservada para alguns casos que não respondem ao tratamento tradicional. Outras terapias, como ozonioterapia, à base de insulina ou de anti-inflamatórios, como o ácido mefenâmico, apesar de terem sido demonstradas em alguns estudos realizados, não são terapias comprovadas e não costumam ser indicadas pelos médicos.

 

Fisioterapia para Alzheimer

 

O tratamento fisioterapêutico é importante para diminuir as limitações físicas que o Alzheimer pode trazer, como dificuldade em andar e equilibrar e, deve ser feito no mínimo 3 vezes por semana.

A fisioterapia deve ser feita com exercícios de fácil compreensão e execução, pois a capacidade mental do paciente é reduzida e a realização de fisioterapia é útil para:

  • – Ajudar a fortalecer os músculos, melhorando a coordenação, o equilíbrio e a flexibilidade;
  • – Evitar dor nos músculos e articulações;
  • – Prevenir quedas e fraturas;
  • – Prevenir que o paciente fique acamado;
  • – Prevenir o surgimento de escaras em indivíduos acamados;
  • – Evitar dores nos músculos e articulações;
  • – Aumentar os movimentos peristálticos do intestino facilitando a eliminação das fezes.

 

O cuidador de idosos também deverá ser orientado a ajudar a pessoa a realizar os exercícios da fisioterapia diariamente em casa, para potencializar os resultados.

Além disso, a pessoa com Alzheimer também pode fazer sessões de psicoterapia e terapia ocupacional, que são especialmente indicadas na fase inicial da doença para estimular a memória e auxiliar na realização das atividades do dia a dia.

 

Opções de tratamento natural

 

A estimulação da memória, através de jogos e realização de pequenas atividades, como cozinhar ou ler, devem ser feitas diariamente com ajuda de um terapeuta ou familiar, para que o paciente não perca rapidamente o vocabulário nem se esqueça da utilidade dos objetos, por exemplo.

Além disso, a estimulação social, através do contato com amigos e familiares é fundamental para manter o convívio social e retardar o esquecimento das pessoas e parentes próximos.

A alimentação também é importante para complementar o tratamento e recomenda-se a dieta mediterrânea, por ser saudável e baseada no consumo de alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes, cereais, leite e queijo, e evitar produtos industrializados como condimentados, comida congelada e bolos em pó, sendo a ideal para quem tem Alzheimer, pois nutre o corpo e o cérebro de forma adequada.

 

Terapia Ocupacional

Os terapeutas que avaliam os componentes do sistema motor e cognitivo, para que se consiga identificar as dificuldades e traçar um plano de tratamento adequado. 

 

Cuidadores de Idosos

 

São profissionais capacitados para atender às necessidades do doente de Alzheimer em sua própria residência, sem privá-lo do ambiente familiar e da sua rotina diária, além de garantir que ele tenha o tratamento adequado com medicação, exercícios solicitados por médicos e fisioterapeutas e evitar acidentes domésticos comum em quem tem a doença, desde esquecer panela ligada no fogão até andar pela rua sozinho e esquecer o caminho de volta. Desse modo, o cuidador faz para o idoso apenas o que o mesmo não consegue realizar sozinho e incentiva atividades adequadas à sua capacidade atual, mas também está junto quando a limitação é grande, preservando a dignidade do assistido. A seguir, Melina relaciona algumas dicas de como escolher os cuidadores certos para seu familiar:

 

  • Dê preferência a empresas especializadas ao invés de cuidadores particulares, pois elas poderão lhe oferecer respaldo na ausência de um cuidador por problemas médicos, além de terem responsabilidade trabalhista e a segurança de serem profissionais que de fato tem experiência para atender a sua necessidade;
  • Cada família necessita avaliar o cuidador certo para sua residência. Ainda que o profissional seja comprovadamente certificado, isso não necessariamente significa que ele será a melhor pessoa para lhe apoiar. Os cuidados necessários com um idoso – como locomoção e movimentação – requer que o cuidador tenha características e técnicas específicas, e a não verificação dessas características poderá causar problemas de saúde ao cuidador e inclusive ocasionar processos trabalhistas à família;
  • É importante que a empresa contratada realize supervisões na residência do assistido de maneira frequente, para garantir que os cuidados estejam sendo executados e que os treinamentos sejam constantes na casa do idoso;
  • Empresas administradas por profissionais de saúde possuem o diferencial de oferecer treinamento, orientação, técnicas e supervisão correta à família e aos assistidos. Uma orientação correta em um momento crítico pode inclusive salvar a vida do paciente.

 

Esses cuidados são fundamentais, pois trata-se de cuidados com as pessoas que mais amamos e por isso todo o cuidado é redobrado.

Prevenção

    

Atualmente podemos atuar em cinco áreas de prevenção de demência que terão muito mais efeito se realizadas em conjunto, e mais eficazes se iniciadas precocemente:

  • Atividade física apropriada para idade (de preferência atividade aeróbica) atividades essas que também podem ser sugeridas por fisioterapeutas;
  • Alimentação balanceada e voltada para alimentos naturais – dieta do mediterrâneo, alimentos ricos em ômega 3;
  • Prevenção de fatores de risco vascular como controlar diabetes, hipertensão, dislipidemias. Evitar tabagismo, álcool em excesso;
  • Atividade intelectual: testes, exercícios mentais, manutenção atividade profissional, programa de reabilitação cognitiva;
  • Preservação das relações sociais e familiares (convivência interpessoal, manutenção e reforço de vínculos afetivos).

Ainda não existem remédios milagrosos ou procedimentos definitivos, porém a medicina tem evoluído rapidamente na busca dos melhores recursos para tratar e prevenir o Alzheimer.

 

Melina Castilho Primo Probaos é sócia-proprietária da Home Angels – Vila Andrade com formação em enfermagem, formada há 15 anos pela Faculdade de enfermagem do Hospital Albert Einstein, onde também possui pós-graduação em Saúde da família e Comunidade. Trabalhou em Hospitais e no Programa Saúde da Família (uma parceria do Albert Einstein com a Prefeitura de São Paulo) por 9 anos e possui premiação emitida pela Sanofi em 2015, publicado na revista Melhores Práticas em Saúde. Escolheu atuar junto à terceira idade por um motivo pessoal: os problemas de saúde vividos pelos seus avós a incentivaram a trabalhar com humanização e excelência com aqueles que necessitam de cuidados especiais. A Home Angels – Vila Andrade facilita a rotina de vida dos seus clientes. Faz supervisão e gestão dos cuidadores para garantir a qualidade adequada do atendimento para o assistido e familiares.

Website: http://www.homeangels.com.br/sp-vilaandrade/