OPINIÃO

O PWA e a morte dos aplicativos – por Jorge Geras

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A experiência do mobile vai muito além do site responsivo e do uso de aplicativos. Por este motivo o PWA (Progressive Web Apps) vem ganhando destaque

A praticidade dos smartphones invadiu o cotidiano das pessoas, tornando as tarefas mais fáceis e deixando-as, literalmente, na ponta dos dedos. Mas os smartphones nãvieram sozinhos, trouxeram consigo uma vasta coleção de aplicativos que funcionam como uma porta de entrada para muitos mundos diferentes. Essas ferramentas nãsó facilitam a rotina como também têm transformado setores de tecnologia, comunicação e marketing de muitas empresas.

Essa febre tecnológica e a busca incessante por apps começou em 2014 e tem se mostrado um mercado promissor. Porém, é fácil notar que somente os aplicativossociais (Facebook, Instagram, Whatsapp, Snapchat, Twitter, etc.), bancários e de geolocalizaçãoo usados com bastante frequência, ao passo que os demais sãoacessados esporadicamente. Existem ainda aqueles que são instalados e usados apenas uma vez, ou os que acabam sendo reinstalados sempre que surge a necessidade.

Existem três grandes problemas para essa dinâmica. O primeiro é a falta de paciência para procurar o app e fazer todo o ritual até que ele seja instalado e pronto para ouso, seguido pela memória do dispositivo que fica cheia com muita facilidade e, claro, a banda larga para se fazer o download, que pode não ser suficiente ou acabar de uma vez com o pacote de dados.

Devido a esses motivos, muitos usuários preferem focar no uso de links simples para sites responsivos, no browser mesmo, para coisas pontuais. O processo é mais simples e torna o uso fácil, mas eles não possuem integração com os recursos do aparelho e também podem ser lentos e travar o navegador, transformando-se assim em uma experiência limitadora.

Porém, a experiência do mobile vai muito além do site responsivo e do uso de aplicativos. Por este motivo o PWA (Progressive Web Apps) vem ganhando destaque no mercado e promete ser uma grande referência quando o assunto é a experiência do consumidor. 

O consumo no século XXI acontece de forma diferenciada, por meio de relacionamentos, da troca entre os consumidores e a marca – com diálogos efeedbacks –, pelo tratamento único (não mais massivo) e pela confiança gerada. Neste cenário, o PWA surge como uma experiência mobile personalizada que funciona em uma página de HTML e que tem cara de app, mas oferece uma experiência mais completa e integrada.

O PWA mescla características do mobile como o uso integrado dos recursos do aparelho (câmera, agenda, etc), o consumo de pouca internet e um layout atraente einterativo, com as características da web como o link clicável, o hipertexto, o fato de ser responsivo (se adaptando a qualquer tela – navegador), de fácil compartilhamento e ainda trabalha com técnicas de SEO.

Mas ele também possui características próprias. Funciona de forma semelhante à ferramenta de ‘favoritos’, só que de forma melhorada, pois fica instalado no navegador e é acionado somente quando o usuário deseja adicionar a página na sua homescreen. O seu carregamento é imediato, não exige instalação, funciona off-line (depois do primeiro acesso para carregar o cache) e conta ainda com notificações push.

O melhor de tudo é que eles não precisam ter versões ou atualizações, é tudo automatizado para melhorar a experiência do usuário. Já existem grandes exemplos sobre o uso do PWA como o jornal The Washington Post, que apostou nessa tecnologia para melhorar o tempo de carregamento do seu conteúdo e manter o leitor mais tempo dentro do site consumindo suas notícias.  Outro grande jornal que já aderiu a novidade é o Financial Times.

Além dos jornais, o e-commerce indiano da Flipkart passou a utilizar o PWA para melhorar a experiência de compra do consumidor sem causar estresse, e a empresa aérea Air Berlin acredita que a inovação é muito útil para acessar o cartão de embarque a qualquer momento, além das informações sobre o voo e o destino, garantindo mais conforto e qualidade de atendimento ao cliente.

Tudo isso é muito recente, mas já podemos perceber que as tecnologias da informação e da comunicação (TIC’s) estão provocando uma verdadeira revolução no modo como as empresas enxergam seus negócios e se relacionam com os seus públicos. Por isso, estar atento às inovações que estão por vir é crucial para tomar a dianteira e se destacar da concorrência.

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Jorge Geras. Especialista em marketing digital & inovação, além de sócio-fundador da Sinnapse – Agência Digital -, e MobWeb, empresa especializada em aplicativos web e dispositivos móveis.

SOBRE O AUTOR

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