OPINIÃO

Por que a imprensa esconde que a judoca Rafaela é sargento do Marinha

(Imagem: Francisco Medeiros/ME)

Por que a maior parte da imprensa esconde que a judoca Rafaela Silva, o primeiro ouro nacional nos Jogos do Rio, é sargento da Marinha do Brasil e faz parte do programa de desenvolvimento de atletas de alto nível das Forças Armadas?

Porque é imprecisa sobre os fatos e, mesmo estando em 2016, preconceituosa com os militares ao não reconhecer o trabalho bem feito em nome do país, neste caso dos militares, que são igualmente brasileiros e somam medalhas para o Brasil.

A maioria dos colegas das redações se esmera ao lembrar da origem humilde da atleta, o que é um fato, mas erra ao não citar e valorizar o meio como ela, com sua competência e dedicação, se superou. Este também um fato, mas desta vez ignorado.

Chega do coitadismo disfarçado de benemerência com desinformação conveniente.

Ressalte-se o sucesso pela competência dela e da estrutura a que teve acesso. Reconheça-se isso.

Em algum momento, o Brasil acertou com ela.

Este é um modelo a ser seguido.

A sargento Rafaela Silva, a primeira medalhista de ouro, foi grandiosa por si, pela sua superação depois de Londres, e pelos meios que a permitiram se desenvolver.

Ela é o exemplo a ser seguido.

É talento de uma brasileira de sempre e um êxito do Brasil contemporâneo.

(*) Adalberto Piotto. Jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba com especialização em economia pela Fipe-USP. É diretor e produtor do filme-documentário Orgulho de Ser Brasileiro (2013), de sua autoria, que disseca o estilo de ser do brasileiro com todas as suas nuances e oscilações de sentimento enquanto cidadão. De 1999 a 2011, foi âncora da CBN em São Paulo, onde começou como repórter. Em 2014, de julho até o início de dezembro, foi âncora do ‘Jornal da Manhã’, noticiário transmitido pela Jovem Pan. É palestrante nas áreas de economia, realidade social brasileira e jornalismo.

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