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Proteção dos jornalistas: campanha quer representante na ONU

(Imagem: Reprodução/ururau.com.b)

“A julgar pelas estatísticas, a adoção de inúmeras resoluções da ONU para a proteção dos jornalistas e a luta contra a impunidade não refletiu em resultados. Ao contrário, os cinco últimos anos foram os mais mortíferos já registrados para os jornalistas”

Uma coalizão internacional faz campanha pela criação de um cargo de Representante Especial das Nações Unidas de proteção dos jornalistas. Segundo os organizadores, uma pessoa no cargo “teria o peso político, a capacidade de agir rápido e a legitimidade de coordenar com todos os organismos da ONU para implementar mudanças”. A Abraji apoia a medida.

O objetivo é instaurar um mecanismo concreto de aplicação do direito internacional, que permita finalmente reduzir o número de jornalistas mortos no exercício de suas funções ou por causa delas. “A julgar pelas estatísticas, a adoção de inúmeras resoluções da ONU para a proteção dos jornalistas e a luta contra a impunidade não refletiu em resultados. Ao contrário, os cinco últimos anos foram os mais mortíferos já registrados para os jornalistas” segundo informações da Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Entre as 120 organizações que se uniram à coalizão até o momento, estão a Associated Press, a Anistia Internacional, a Human Rights Watch e a Abraji. A proposta foi promovida pelo RSF. Qualquer organização pode se somar à campanha por meio deste formulário.

No dia 24 de fevereiro o Secretário Geral da ONU, Antonio Guterres, se reuniu com o secretário geral da RSF, Christophe Deloire, e o diretor do Committee to Protect Journalists (CPJ), Joel Simon, para tratar do tema.

Para Courtney Radsch, Diretora de Advocacy do CPJ, a reunião com o Secretário Guterres é um importante passo na direção certa: “As Nações Unidas vêm tomando algumas importantes decisões nos últimos anos para reconhecer que é preciso fazer mais para proteger jornalistas e, consequentemente, o direito do público de ser informado”. Mas, segundo Radsch, somente trabalhando junto ao Secretário Geral há a garantia que todas as agências da ONU estejam comprometidas com o Plano de Ação para Liberdade dos Jornalistas e a Questão da Impunidade.

Margaux Ewen, Diretora de Advocacy e Comunicação da RSF, afirma que a RSF e a CPJ estão esperando uma reunião de “follow-up” com o porta-voz do Secretário e terão novidades em breve.

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Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Criada em 2002 por um grupo de jornalistas brasileiros interessados em trocar experiências, informações e dicas sobre reportagem, principalmente sobre reportagens investigativas. É mantida pelos próprios jornalistas e não tem fins lucrativos.

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