JORNALISMO

Repórteres fotográficos denunciam precarização da área e trabalho análogo ao da escravidão

An action sports photographer aims his supertelephoto lens at a soccer game in Raleigh NC. 2000-11-18.

 

Em debate realizado pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos no Estado de São Paulo (Arfoc-SP) e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) nesta semana, profissionais da área reclamaram da precarização do mercado de trabalho. Segundo eles, diversos veículos têm oferecido R$ 2 reais por foto. A situação foi lamentada pelo grupo, que reuniu medidas para reverter o caso.

O encontro, que reuniu 35 repórteres fotográficos, foi comando por Rubens Chiri (presidente da Arfoc), Paulo Zocchi (presidente do SJSP) e Raphael Maia (assessor jurídico do sindicato). Os profissionais falaram em exploração e trabalho análogo ao da escravidão. Segundo eles, a situação se agravou com as agências intermediárias que vendem as fotos para as grandes empresas.

Para tentar reverter o quadro, uma comissão integrada por nove profissionais e coordenada por Chiri foi criada. A ideia é que o grupo possa encaminhar as demandas propostas na ocasião, como organizar campanha de defesa ao trabalho do repórter fotográfico; levantar a situação das agências; discutir ações contra a cessão gratuita de fotografias para veículos comerciais; e formular reivindicações para convenções coletivas.

No próximo mês, será realizada outra reunião para discutir o andamento das propostas.

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