TCC

Representações da Amazônia Paraense em reportagens

O Globo - Irineu Marinho na redação de O Globo

Representações da Amazônia Paraense em reportagens impressas

Os discursos que envolvem a Amazônia apresentam diversos sentidos produzidos, ao longo de condições de possibilidades históricas, que atualizam, refutam ou silenciam subjetividades da região, que desde a descoberta do Brasil foi “inaugurada” com a intenção de conquista. Tais enunciados dão conta de um paraíso a ser explorado por seus recursos naturais e humanos. O presente trabalho se propõe, então, a discutir as representações da Amazônia paraense, presentes nos Jornais “O Globo” e “O Liberal” pautadas no Plebiscito sobre a divisão do Estado em 2011. A intenção é, a partir da análise do discurso, entender em que condições os enunciados sobre a região foram apresentados, as posições dos sujeitos históricos produtores de mídia e as relações de poder que envolvem essa produção.

A mídia enquadrada pela memória discursiva nos diferentes dispositivos presentes nas relações de saber e de poder da sociedade, cria, alimenta ou refuta as diversas representações sociais. Nos discursos da ciência, da política e midiáticos residem vontades de verdade que se complementam, ou mesmo, se opõem, se afirmam, se anulam. Dependendo do lugar de fala e das posições dos sujeitos, as atualizações sobre uma memória colonial da Amazônia são reforçadas ou interditadas, produzindo, assim sentidos, que influenciam, mantém ou anulam as subjetividades presentes na cultura dos povos da região. As pautas recorrentes nos meios de comunicação frequentemente referem-se aos enunciados de desmatamento, conflitos de terra, queimadas, de um lugar quase inóspito, hostil, imbricado por um vazio demográfico que precisa ser habitado por uma sociedade civilizada.

Para tal discussão, o método arquegenealógico de Michel Foucault norteará a análise do objeto levando em consideração os pressupostos sobre relações de saber e poder, a ordem tomada pelo discurso e as ligações ao ritual. Também são utilizados no desenvolvimento do trabalho, os estudos de memória, esquecimento e silenciamento de Michael Pollak e as indicações sobre as teorias do jornalismo, de Nelson Traquina.

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