ESPECIAIS JORNALISMO

Ser jornalista é assumir missões, lidar com frustrações, bater de frente com o fake news e muito mais

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O que é ser jornalista para você? Nesta sexta-feira, 7, quando é comemorado o Dia do Jornalista, o Portal Comunique-se questionou os amigos da comunicação e recebeu respostas do Brasil inteiro. Entre a paixão de fazer parte da profissão e as críticas ao mercado de trabalho, muitos colegas ressaltaram a importância do conteúdo de qualidade em tempos de pós-verdade.

Missão foi uma das palavras usadas. Diretora-executiva do Portal Fator Brasil, Neuza Maria, acredita que ser jornalista é uma missão. “Com o tempo fica bem claro, sabemos e podemos seguir vários caminhos com essa dádiva. Desenvolver este segmento vai demandar o que você quer ser para e dentro da sociedade”.

O comunicador João Pinheiro firma que o jornalista não pode esperar facilidade para cumprir sua missão de informar corretamente e com ética. “Quando decidi seguir como jornalista, há quase 30 anos, fiz a escolha por acreditar nas possibilidades de mudanças que nós, na nossa profissão, podemos propor ao mundo”.

Outra profissional que fala de missão é a Flávia Prazeres. Ela afirma: “ser jornalista para mim é quase que uma missão, claro que de guerra”. “De um lado temos uma profissão apaixonante e do outro a regulação do que escrevemos pelos poderes econômicos e a cada dia a nossa classe mais desvalorizada, com achatamento de salários e redução considerável no número de vagas. A profissão se tornou uma paixão não correspondida”, complementa.

A dedicação ao jornalismo também não passou despercebida nos relatos dos amigos. Marcelo Kischinhevsky conta que ser jornalista é viver no contra fluxo. “Não ter horário certo, dar plantão em fins de semana, Natal, Carnaval, Réveillon, Dia dos Pais, das Mães, ganhando mal e sendo muito, muito cobrado, tanto pela chefia quanto pela família. Mas é também ter a chance de fazer a diferença na sociedade, expondo aqueles que vivem nas sombras”.

Ser porta-voz ou dar voz às pessoas apareceu com frequência na resposta dos entrevistados. A jornalista Elizangela Jubanski, da rádio e Portal Banda B, sempre acreditou que o papel principal de quem se arrisca na profissão é dar voz à comunidade. “Dar voz àqueles que, por muitas vezes, precisam de olhares e direcionamento. Participamos de um projeto social eterno que é tornar público o que é de interesse dos cidadãos. Um jornalista precisa andar de mãos dadas com as necessidades do seu próximo”.

Direto do rádio, o repórter Fernando Martins, da Jovem Pan, ressalta: “ser jornalista é ser incansável na busca pela verdade e pela transparência das ações do ser humano em todas as áreas. É ser porta-voz, ser guia, ser boca e ser ouvido”.

A jornalista Angélica Parras afirma que em tempos de pós-verdade, a cassação do diploma a fez entrar em profundo estado de tristeza. “Nunca quis ser outra coisa, mas ser jornalista pra mim é uma peleja danada”. Fake news, autopromoção, desinformação, falta de conhecimento do português foram pontos citados por Maiá Mendonça. “Para quem se formou em uma redação de jornal, viveu a época das grandes reportagens, dos grandes furos, das denúncias capazes de derrubar governos, da imprensa considerada o quarto poder (mesmo sendo eu da editoria de Variedades e das femininas) é triste ver a falta de paixão e seriedade da maioria dos jornalistas”.

Dezenas de jornalistas participaram da ação do Portal Comunique-se e responderam “O que é ser jornalista”. Veja, abaixo, os depoimentos:

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SOBRE O AUTOR

Foto de perfil de Nathália Carvalho

Nathália Carvalho

Jornalista com oito anos de experiência em reportagem. Especializada na cobertura do mercado de comunicação, bastidores do jornalismo, marketing, publicidade e propaganda. Graduada pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação e pós-graduada em Cinema, Vídeo e Fotografia: Criação em Multimeios na Universidade Anhembi Morumbi.

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