OPINIÃO

Tragédia em Manchester: Terrorismo em favor da ignorância religiosa (de novo?)

(Imagem: Andrew Yates/Reuters)

“Nós não deveríamos nos afligir pela morte colateral de mulheres e crianças infiéis, porque Allah disse: ‘não se aflija pelos infiéis’”, enfatiza o Estado Islâmico ao reivindicar os ataques.

E NOVAMENTE…
fomos vítimas do fanatismo religioso e de uma intolerância que vai dizimando toda humanidade aos poucos.

Nada no mundo deveria unir mais as pessoas propagando amor ao próximo do que a religião.

No entanto, graças a ela esse mesmo mundo vive em guerra há séculos, com pessoas matando e pessoas morrendo praticamente de graça, com nós, meros pecadores, ouvindo a milenar desculpa de que isso acontece a mando de algum Deus malvado por aí.

Loucos parecem não entender o real intuito em se ter uma religião para fazer bem ao corpo e à alma. Será que é tão difícil observar que Deus é uma coisa só para todos que nele acreditam e que, dependendo da cultura de determinada região, o que muda é apenas a nomenclatura desse ser místico?

Não tem (ou não deveria ter) essa de meu Deus é melhor que seu Deus porque as intenções são similares a todos que acreditam no seu em particular.

Não bastasse fazer Deus virar um negócio que rende bilhões à meia dúzia de espertalhões, agora querem fazê-lo virar político também, jogando-o contra o mundo e o colocando como vilão de atrocidades injustificáveis – deixando implícita uma falsa mensagem de que ele próprio está ordenando todas essas guerras e ataques terroristas.

Deus não é isso e religião não deveria ser usada para fins de mutilação ao próximo!

Deus é amor e, como um ser temente que sou, creio ser de sua vontade que todos possam desfrutar o livre arbítrio e desenvolver suas escolhas sem qualquer pressão ou castigo, inclusive para adorá-lo da maneira com que cada um achar mais adequado (ou até mesmo respeitando os ateus, por que não?).

Este sim é o Deus que aprendi a amar e que vou levar para sempre, sabe? Um Deus de todos, sem preconceitos e sem escolher quem é filho e sem “poréns”, independente de gênero, orientação sexual, etnia, partido político, time do coração ou placa de igreja.

Aliás, até por causa de fanatismos infundados e agressivos que me desliguei de CNPJ religioso já há algum tempo, tendo orgulho em afirmar que minha religião agora é somente Ele, Deus, e ponto.

E, olha, essa condição ‘mundana’ ampliou demais meus horizontes, fiquei mais tolerante e passei a respeitar individualmente todas as religiões e seus respectivos ‘Deuses’, até por entender – como disse acima – que na essência todos estão todos falando do mesmo ser divino.

A diferença talvez esteja apenas na forma como cada religião adora e idealiza o seu próprio Pai Eterno, seja de maneira abstrata e ‘pela fé’ ou mais concreta e palpável por imagens de santo, por exemplo. Minha sincera solidariedade às vítimas do show da Ariana Grande, em Manchester. Um público basicamente formado por crianças que estavam lá se divertindo, realizando sonhos e, enfim, sendo crianças.

Pequenas vidas interrompidas por seres adultos que podem até se vangloriar ao acreditarem ter grandes poderes perante a sociedade. No entanto, agem como criaturas desprezíveis que não detém o básico daquilo que mais acreditam ter: o tal amor desse Allah que tanto batem no peito para defender.

#RIPhumanity #AtentadoContraApaz #ArianaGrande #Manchester #ManchesterBombing #PrayForManchester

SOBRE O AUTOR

Fernando Guifer

Jornalista e escritor. Formado em comunicação social pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e especializado em jornalismo esportivo pela FMU. É autor do livro Diamante no Acrílico – entre a vida e o melhor dela, em que narra o período que acompanhou a batalha de sua filha, Laís, que nasceu prematura e ficou internada por 80 dias.

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