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Fevereiro Laranja: congelamento de óvulos contribui para preservar a fertilidade

Para os casais que desejam ter filhos, o tratamento para combater o câncer pode influenciar negativamente a fertilidade.

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Curitiba – PR 18/2/2022 – Agentes quimioterápicos podem causar anormalidades no DNA, bem como danos oxidativos nos óvulos e espermatozóides.

Para os casais que desejam ter filhos, o tratamento para combater o câncer pode influenciar negativamente a fertilidade.

Fevereiro é destinado à conscientização e prevenção da leucemia, câncer que substitui as células normais no sangue por células doentes formadas na medula óssea. Para os casais que desejam ter filhos, o tratamento para combater o câncer pode influenciar negativamente a fertilidade.

Segundo o médico especialista em reprodução humana Ricardo Beck, a quimioterapia pode alterar o DNA dos materiais genéticos da mulher e do homem. “Agentes quimioterápicos podem causar anormalidades no DNA, bem como danos oxidativos nos óvulos e espermatozóides. Já a radioterapia pode lesionar diretamente o tecido ovariano e testicular”, afirma.

Entre os homens, alguns fatores associados ao próprio câncer também podem afetar negativamente o potencial reprodutivo. Entre esses fatores estão as alterações hormonais que podem refletir em queda da produção do esperma, lesão direta ao tecido germinativo como resposta imune tóxica, febre e desnutrição.

Preservação da fertilidade

Homens e mulheres com diagnóstico de câncer podem preservar a fertilidade por meio do congelamento de material genético. Esse procedimento consiste na coleta de óvulos ou espermatozóides antes do início da quimioterapia ou radioterapia, quando o material genético é saudável e fértil.

Segundo Patrícia Cunha Pereira, médica ginecologista e especialista em reprodução assistida na clínica Ricardo Beck Reprodução Humana, sempre que possível a paciente com diagnóstico de câncer, que será submetida a terapias de quimioterapia e/ou radioterapia, deve ser orientada sobre a possibilidade de preservação da fertilidade se houver tempo e estabilidade clínica para realizar o procedimento.

“Mulheres com diagnóstico de câncer de mama, câncer de ovário ou colo de útero que ainda não tenham sua prole constituída são candidatas a procedimentos de preservação de oócitos ou até mesmo embrião. Homens com diagnóstico de câncer que irão ser submetidos a quimioterapia ou radioterapia também podem preservar sua fertilidade”, explica a Dra. Patrícia.

Congelamento de material genético

Para o congelamento de óvulos, o processo inicia com estímulo hormonal para indução de ovulação na mulher, o que pode levar, em média, 15 dias de injeções diárias. Após esse período é agendada a punção ovariana, dia em que os folículos são aspirados e posteriormente armazenados em laboratório. Para os homens, o procedimento consiste em coleta do sêmen e posterior congelamento. “Em uma temperatura de -196ºC, os espermatozóides ficam no estado de vítreo, o que impede a formação de cristais de gelo e evita danos celulares. Assim é possível preservar a qualidade dos óvulos e espermatozóides por anos, até que a pessoa termine a quimioterapia e queira ter um filho”, afirma a Dra. Patrícia.

Após o término da quimioterapia ou radioterapia, os casais podem solicitar o descongelamento do material genético e iniciar o processo de fertilização in vitro em uma clínica especializada. Estudos sugerem aguardar pelo menos 3 meses após o término da quimioterapia para, então, engravidar. Também é necessária a autorização do oncologista para iniciar as tentativas.

Website: https://ricardobeck.com/

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