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Laudos de ruído podem gerar questionamentos fiscais, não apenas trabalhistas

Laudos de ruído podem gerar questionamentos fiscais, não apenas trabalhistas
Laudos de ruído podem gerar questionamentos fiscais, não apenas trabalhistas

Na chamada Malha Fiscal Digital, sistemas de cruzamento automático identificam divergências entre dados declarados e efeitos de arrecadação.

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Conforme orientações baseadas nos sistemas de conformidade e fiscalização da Receita Federal, na chamada Malha Fiscal Digital, e do eSocial, a gestão de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) requer atenção das empresas em relação a inconsistências entre medições técnicas, informações declaradas e tributos recolhidos, sob o risco de resultar em problemas com a fiscalização.

De acordo com profissionais da área, como Rogério Balbinot, engenheiro de Segurança e Saúde do Trabalho, os sistemas de cruzamento automático da Receita podem identificar divergências entre dados declarados e efeitos de arrecadação.

“Hoje, a SST não está mais restrita à fiscalização trabalhista. Ela entrou definitivamente no radar fiscal", afirma Balbinot, que também é CEO da RSData. 

Um dos principais pontos de atenção, segundo o engenheiro, é a exposição ao ruído. “Quando, por exemplo, a empresa informa no eSocial níveis acima de 85 decibéis e não recolhe corretamente o adicional do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GILRAT), o sistema do governo identifica automaticamente a incoerência”, comenta Balbinot.

Ainda conforme o especialista, o risco não está apenas no ruído, mas no desalinhamento entre o que foi medido, o que foi declarado e o que foi recolhido. Caso esses três elementos não conversem entre si, a situação pode ser interpretada como possível omissão tributária. Por isso, a consistência entre laudos, declarações no eSocial e dados de folha e arrecadação tem alta importância.

“Nesse novo cenário, a gestão de SST deixa de ser apenas documental e passa a integrar governança, compliance e defesa jurídica”, ressalta Balbinot. “Não basta ter o laudo. É preciso rastreabilidade e coerência entre medição, declaração e recolhimento, com método e gestão de riscos”, completa.

Ainda conforme o engenheiro, diante da Malha Fiscal Digital, improviso não é opção. “A consistência das informações é o principal caminho para reduzir riscos e evitar questionamentos fiscais”, finaliza ele. 

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