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Irrigação inteligente combate alta no preço da energia

Irrigação inteligente combate alta no preço da energia
Irrigação inteligente combate alta no preço da energia

Mudança regulatória proposta por agência governamental pode encarecer a energia elétrica dos produtores rurais. A irrigação inteligente surge como opção para driblar a provável alta dos preços

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A modernização do manejo hídrico e a autonomia energética surgem como a solução definitiva para produtores rurais evitarem um aumento de até 83% na conta de luz, segundo o Instituto de Defesa de Consumidores (IDEC). O aumento pode se dar em breve por mudanças regulatórias, segundo uma nova diretriz da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Uma Consulta Pública da ANEEL propõe a migração compulsória para a Tarifa Branca de todos os consumidores de baixa tensão com consumo mensal igual ou superior a 1000 kW/h. Segundo a análise técnica do setor, feita pelo CEO da Wieza Energia, Renato Zebral, "na prática, isso significa que produtores rurais que utilizam irrigação intensiva passarão a ter cobranças diferenciadas conforme o horário do dia, enfrentando tarifas superiores nos períodos de ponta e intermediário. Sem uma estratégia de automação, há um risco financeiro, com simulações indicando que a fatura de energia pode subir caso o consumo não seja deslocado para horários de menor demanda".

Nesse cenário, sistemas de irrigação automatizados surgem como ferramenta para lidar com as novas exigências operacionais e produtivas. Ao integrar sensoriamento de solo, Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial (IA), esses sistemas de autogestão hídrica realizam a aplicação de água de forma autônoma e em tempo real.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essa tecnologia pode reduzir o volume de água aplicado em 50%. O sistema também permite maior previsibilidade no consumo de energia, priorizando horários de menor custo tarifário ou utilizando fontes renováveis e baterias para o bombeamento. Além do manejo hídrico, a precisão tecnológica auxilia no controle da lixiviação de nutrientes, o que pode gerar economia em fertilizantes nitrogenados.

Renato Zebral, CEO da Wieza Energia — empresa que desenvolve soluções de irrigação integrada — afirma que a mudança regulatória deve ser encarada como um fator de modernização. "O produtor que adota a inteligência operacional deixa de ser dependente das bandeiras tarifárias e dos horários de pico para se tornar um gestor de recursos; nossa solução integra energia solar e baterias para que o sistema seja custeado pela própria economia gerada", explica Zebral.

Para viabilizar a transição, existem linhas de crédito como o Pronaf Eco e o FNE Irrigação, que oferecem taxas de juros entre 3% e 6% ao ano. De acordo com Renato Zebral, "a tecnologia assegura que a operação não seja interrompida por falhas na rede elétrica, visando proteger a margem de lucro contra as flutuações do setor e as mudanças climáticas".

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