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Cresce a oferta de vagas no setor de telesserviços, mas faltam candidatos

Cresce a oferta de vagas no setor de telesserviços, mas faltam candidatos
Cresce a oferta de vagas no setor de telesserviços, mas faltam candidatos

Para conectar empresas e trabalhadores, o Sintelmark mantém um portal de empregos com cerca de mil oportunidades no setor de telesserviços.

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O setor de telesserviços, que engloba atividades de teleatendimento, call centers e centrais de relacionamento, inicia 2026 com aumento expressivo na oferta de vagas, mas enfrenta dificuldades para preencher os postos de trabalho disponíveis. Mesmo em um contexto de baixa taxa de desemprego no país e forte geração de empregos formais, empresas do setor relatam escassez de candidatos, especialmente na capital paulista.

Para atender às empresas associadas na busca por mão de obra, o Sintelmark – Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center — criou e mantém um portal exclusivo de empregos, que reúne atualmente cerca de mil vagas abertas, concentradas principalmente na cidade de São Paulo. As oportunidades podem ser consultadas gratuitamente pelos candidatos no site da instituição.

O aquecimento do setor é impulsionado pelo aumento do consumo, pela maior demanda por atendimento ao cliente e pela consolidação dos serviços digitais. Em 2025, o segmento de Informação e Comunicação — que inclui telesserviços, telecomunicações e serviços digitais — registrou a criação de aproximadamente 455 mil empregos formais, segundo dados do Novo Caged, mantendo trajetória de crescimento em relação ao ano anterior.

“Apesar da expansão, a dificuldade de contratação reflete fatores como a baixa taxa de desemprego nacional, a alta rotatividade e a crescente exigência por profissionais mais qualificados, em um momento em que o setor passa a incorporar tecnologias como inteligência artificial (IA) e amplia o modelo de trabalho remoto, hoje presente em cerca de um quarto das operações”, diz Luis Crem, presidente do Sintelmark.

Com aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores em todo o país, o setor de contact center permanece como um dos maiores empregadores do Brasil e uma importante porta de entrada para jovens em busca do primeiro emprego, mulheres — especialmente mães —, pessoas negras, LGBTQIA+ e profissionais em transição de carreira, sendo reconhecido como um dos segmentos mais inclusivos do mercado de trabalho, segundo o levantamento do Sintelmark.

A cidade de São Paulo se destaca como o principal polo nacional de telesserviços, concentrando mais de 90 mil empregos formais na atividade. No estado, apenas no primeiro semestre do ano, foram ofertadas mais de 18 mil vagas, com crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Para 2026, as perspectivas seguem positivas, com expectativa de continuidade do crescimento do setor, sustentado por novos investimentos, expansão do 5G, digitalização de serviços e aumento da demanda por conectividade. Nesse cenário, o equilíbrio entre oferta de vagas, qualificação profissional e melhoria das condições de trabalho será decisivo para garantir a sustentabilidade do crescimento do setor nos próximos anos.

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