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Ecosan participa de projeto de tratamento de água em Rio Preto e espera que obra inspire outros municípios

Com 60 anos de existência, a estação de tratamento de São José do Rio Preto passou por algumas reformas pontuais ao longo dos anos, mas só em março de 2019 a edificação deu início a grande ampliação da capacidade de vazão, passando dos tradicionais 450 litros por segundo para 750 litros por segundo

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São Paulo 21/5/2020 –

A Ecosan, fabricante e integrador de sistemas e tecnologias para tratamento de água e efluente, está participando de um grande projeto de fornecimento de equipamentos para a construtora Elevação que está reformando a ETA (estação de tratamento de água) do Semae, de São José do Rio Preto. Conforme a diretoria da Ecosan, a aposta da empresa em 2020 é que o exemplo daquela cidade estimule outros municípios a iniciarem reformas semelhantes em estações, que estejam há décadas sem modernização e upgrade tecnológico, se posicionando desta forma em conformidade com o atual espírito de investimento em infraestrutura do governo federal.

Com 60 anos de existência, a estação de tratamento de São José do Rio Preto passou por algumas reformas pontuais ao longo dos anos, mas só em março de 2019 a edificação deu início a grande ampliação da capacidade de vazão, passando dos tradicionais 450 litros por segundo para 750 litros por segundo. Junto às modificações que serão concluídas em fevereiro de 2021 está prevista a instalação de equipamentos mais modernos, além de obras civis para melhorar a operação. O valor da obra contratada com o Semae (Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto) para revitalização do equipamento público é de R$ 29 milhões.

Segundo o engenheiro Bruno Sugamosto, chefe de obras da construtora Elevação e responsável pela execução do projeto, vários detalhes foram pensados nesta modificação. Foram trocados, por exemplo, o sistema de captação de água bruta (bombas, tipo anfíbias, barrimentos de sucção de recalque e tubulação adutora de água bruta, além de painéis elétricos e de automação do sistema). “Naturalmente há dificuldades para fazer a mudança. O processo de reforma é uma operação muito complicada, porque compromete às vezes o abastecimento da população. Mas é preciso fazer sacrifícios para receber os frutos depois”, analisa ele.

Hoje o projeto está na fase de reforma de decantadores. Neste último ano, foram concluídos a estação elevatória de água bruta, tanque de pré-oxidação (de concreto e onde recebe o primeiro tratamento com produtos químicos) e a unidade de floculação, que é um equipamento giratório de média velocidade que agita a água (com adição de químicos, forma flocos), que a seguir irão para os decantadores. A primeira bateria de floculação é a de floculadores turbina tipo axial. Estão em andamento também as obras civis do canal de entrada de água floculada e a seguir serão trabalhados o floculadores mecânicos tipo paletas.

Na unidade de decantação passam por reformas os decantadores, que sofreram mudanças profundas na sua concepção, com novo layout e instalação de modernos equipamentos removedores de lodo, dutos de distribuição de água floculada e módulos lamelares de PVC atóxicos.

A Ecosan é a fornecedora oficial dos componentes do sistema de floculação e de remoção de lodo. “Ficamos muito realizados ao ver nossos produtos integrando uma obra de tamanha importância para esta cidade e adjacências, que são muito significativas para o desenvolvimento do estado e do país”, enaltece o Presidente Executivo da Ecosan, André Telles.

Neste projeto, há também uma nova unidade na qual vão ser instalados tanques de produtos químicos, silo de armazenamento e preparo de cal hidratado e silo de armazenamento e preparo de carvão ativado em pó. Foi abrigada naquele espaço ainda uma balança rodoviária com capacidade de 60 toneladas. O reservatório de água tratada sofrerá uma ampla reforma como também a estação elevatória de água tratada. Haverá substituição geral de válvulas e barriletes de sucção e recalques. Novos painéis elétricos e de automação complementam o conjunto da obra.

Por fim, há uma outra unidade que abrange a construção do tanque de regularização de vazão. Além disso, o projeto abarca o acabamento em geral que ainda abrange calçamento, paisagismo e a guarita de segurança. Para execução da nova planta houve participação de recursos da Caixa Econômica e de outros órgãos oficiais.

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Anderson Scardoelli

Jornalista "nativo digital" e especializado em SEO. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupou até abril de 2022.

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