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Qual o papel da tecnologia na preservação dos serviços ecossistêmicos do Cerrado Mineiro?

O Projeto Consórcio Cerrado das Águas dá voz aos produtores, zelando pelo planeta, protegendo o solo, a água e todo o bioma

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São Paulo, SP 18/6/2020 –

O Consórcio Cerrado das Águas, criado em 2015 em Patrocínio – MG, atua com foco na conscientização dos produtores rurais da região e trabalha de maneira colaborativa para oferecer segurança climática, conservação e restauração de serviços ecossistêmicos.

Com a utilização de geomapeamento, o projeto conta com o uso de drone e imagem de satélite de alta resolução, tecnologias que auxiliam no diagnóstico e monitoramento do projeto, além de um aplicativo que auxilia a vista de campo durante as visitas às propriedades. 

Pensando no meio ambiente, as ferramentas criadas e usadas pelos especialistas em restauração e manejo climático do CCA (Consórcio Cerrado das Águas) entram como boas aliadas para obter agilidade e eficácia em fornecer uma análise minuciosa das áreas nativas e de produção da propriedade. O drone, juntamente com a imagem de satélite de alta resolução, é utilizado na identificação e monitoramento das áreas para conservação e restauração da vegetação nativa, enquanto o aplicativo é usado para orientar a fase de diagnóstico tanto das áreas de restauração, quanto das áreas de manejo climático. Nele, o produtor responde a um questionário e em campo o aplicativo direciona a equipe do Consórcio no diagnóstico da propriedade. Assim, as informações essenciais são coletadas para cada propriedade orientando a indicação das estratégias mais  assertivas para os riscos identificados. 

“O aplicativo torna a visita de diagnóstico mais direcional e objetiva, agilizando o processo de avaliação. Além disso, ele é autoexplicativo e está sendo construído para que no futuro possa ser usado por qualquer pessoa que deseje fazer a avaliação de uma área”, adiciona Fabiane Sebaio, Secretária Executiva do Consórcio Cerrado das Águas.

Para o produtor, a tecnologia automatiza processos e garante redução de custos com uma análise precisa. De acordo com Juliano Tarabal, da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, parceiro na gestão financeira do projeto, o Cerrado Mineiro é a região com maior tecnologia aplicada à cafeicultura não só no Brasil como no mundo. E o cafeicultor, que é maioria no território, é amplamente aberto a tecnologia, ou seja, as ferramentas são muito bem aceitas e efetivas no local. 

As ferramentas usadas pelo Consórcio do Cerrado das Águas oferecem agilidade na coleta de dados, precisão e monitoramento de impacto. Durante todo o processo, o produtor tem o suporte de visitas da equipe do CCA, que irá orientá-lo de forma personalizada, garantindo a preservação de sua propriedade e arredores.

Sobre o Consórcio Cerrado das Águas

Criado em 2015, em Patrocínio – MG, o Consórcio Cerrado das Águas tem como objetivo conscientizar produtores da região sobre a importância de seus ativos ambientais por meio do diagnóstico e investimento nos mesmos, garantindo sua preservação a longo prazo. 

Em 2019, o projeto piloto recebeu do Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos (CEPF) o valor de US$400 mil para implementar o programa que irá promover, inicialmente, o investimento e a proteção dos ecossistemas naturais encontrados em mais de 100 propriedades ao longo da bacia do Córrego Feio. A quantia é o maior subsídio já concedido pelo CEPF, que conta com exigentes doadores como a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), União Europeia, Fundo Mundial para o Ambiente (GEF), Governo do Japão e Banco Mundial.

Website: https://www.facebook.com/consorciocerradodasaguas/

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Anderson Scardoelli

Jornalista "nativo digital" e especializado em SEO. Natural de São Caetano do Sul (SP) e criado em Sapopemba, distrito da zona lesta da capital paulista. Formado em jornalismo pela Universidade Nove de Julho (Uninove) e com especialização em jornalismo digital pela ESPM. Trabalhou de forma ininterrupta no Grupo Comunique-se durante 11 anos, período em que foi de estagiário de pesquisa a editor sênior. Em maio de 2020, deixou a empresa para ser repórter do site da Revista Oeste. Após dez meses fora, voltou ao Comunique-se como editor-chefe, cargo que ocupou até abril de 2022.

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