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Obesidade exige abordagem individualizada para emagrecimento

Obesidade exige abordagem individualizada para emagrecimento
Obesidade exige abordagem individualizada para emagrecimento

Proposta amplia avaliação da doença que pode atingir quase metade dos adultos até 2044. O Dr. Diogo Barbosa, médico pós-graduado em medicina integrativa e funcional, ressalta que fatores metabólicos, hormonais e comportamentais exigem avaliação individualizada no tratamento do emagrecimento.

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A obesidade, caracterizada pelo excesso de peso devido ao acúmulo excessivo de gordura corporal, é atualmente classificada pelo índice de massa corporal (IMC), considerado obesidade quando igual ou superior a 30 kg/m², segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

De acordo com a entidade, uma nova proposta sugere ampliar a avaliação da obesidade, incorporando medidas de gordura corporal e sinais clínicos objetivos, como circunferência da cintura, relação cintura-quadril, relação cintura-altura ou densitometria óssea, mesmo independentemente do IMC.

O Dr. Diogo Barbosa, médico pós-graduado em medicina integrativa e funcional, metabolômica, endocrinologia e longevidade saudável, pontua que a obesidade é uma doença internacionalmente reconhecida há décadas como multifatorial e não pode ser explicada apenas pelo excesso de calorias ingeridas.

“A obesidade é biológica, ambiental, socioeconômica e comportamental, portanto, sofre influência de alterações metabólicas, hormonais, sono ruim, sedentarismo, entre outras. O excesso de calorias é uma condição presente em todos os obesos, porém, direcionar o foco do tratamento apenas para o controle calórico está longe de ser uma solução eficaz”, afirma o médico.

Segundo o especialista, um dos principais fatores que contribuem para a obesidade é a resistência insulínica, que ocorre quando a ingestão elevada de carboidratos simples e açúcares estimula a produção de insulina, hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e facilitar sua entrada nas células.

“Com o excesso de glicose (açúcar) no sangue, o corpo aumenta a produção de insulina e com o tempo, o próprio aumento constante da insulina faz com que o corpo responda mal a este hormônio, a chamada resistência insulínica. Este processo é a base do diabetes e dificulta muito a perda de peso”, explica Dr. Diogo Barbosa.

O médico acrescenta que alterações hormonais podem dificultar o emagrecimento, mesmo com dieta e exercício, porque os hormônios funcionam como “mensageiros” do corpo, regulando suas funções. Com as alterações, o organismo perde parte da capacidade de responder aos estímulos internos e externos, comprometendo o desempenho das funções.

“Por exemplo, na menopausa, a redução dos hormônios ovarianos — principalmente estradiol e progesterona — diminui o gasto energético, favorece o acúmulo de gordura, principalmente abdominal, dificulta o ganho de massa muscular e reduz a densidade óssea, aumentando o risco de fraturas”, exemplifica.

Para o Dr. Diogo Barbosa, o metabolismo interfere na resposta ao emagrecimento de maneira diferente em cada pessoa, e entender e respeitar essa individualidade faz com que os resultados apareçam mais rápido e com menos sofrimento.

“Cada indivíduo apresenta metabolismo e respostas próprias a diferentes estratégias. Há pessoas que metabolizam melhor os carboidratos, elevando menos a insulina e apresentando menor resistência insulínica. Alguns pacientes reagem mais a medicações, precisando de doses menores para alcançar os resultados esperados”, detalha o médico.

Abordagem metabólica individualizada

O médico esclarece que uma abordagem metabólica individualizada para o emagrecimento deve ser capaz de compreender de forma única as características de cada pessoa, incluindo metabolismo, hormônios, histórico clínico e fase de vida. Segundo ele, com essas informações, é possível elaborar um planejamento direcionado, com estratégias específicas voltadas a objetivos individuais.

“A medicina integrativa e funcional integra o paciente de forma global, considerando que qualquer aspecto do corpo e da vida influencia diretamente as estratégias ou tratamentos. Ela é também funcional porque busca oferecer ao paciente as condições básicas para restabelecer suas funções biológicas, evitando tratar apenas sintomas e sempre procurando a causa”, declara Dr. Diogo Barbosa.

Ele ressalta que a abordagem contribui para um emagrecimento mais saudável e sustentável, ao mostrar que a obesidade vai muito além de dietas milagrosas ou da moda. O paciente aprende a incorporar hábitos como alimentação adequada, sono de qualidade, prática regular de exercícios e controle do estresse no dia a dia, de forma permanente.

“As novas medicações, chamadas popularmente de canetas emagrecedoras, são um divisor de águas no tratamento da obesidade e ferramentas para ajudar os pacientes a controlar esta doença. No entanto, muitos pacientes estão acreditando que elas são a solução e, com isto, terceirizando para estas medicações o cuidado que devem ter neste processo de emagrecimento”, alerta Dr. Diogo Barbosa.

Um estudo divulgado pela Fiocruz Brasília aponta que 48% dos adultos brasileiros terão obesidade até 2044, e mais 27% terão sobrepeso. Atualmente, 56% dos adultos já apresentam obesidade ou sobrepeso — 34% com obesidade e 22% com sobrepeso. Mantidas as tendências atuais, estima-se que 130 milhões de adultos terão excesso de peso em duas décadas, sendo 83 milhões com obesidade e 47 milhões com sobrepeso.

Para conhecer a abordagem individualizada promovida pelo Dr. Diogo Barbosa. basta acessar: https://drdiogombarbosa.com.br/

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