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Desemprego atinge 186 milhões e informalidade soma 2 bilhões

Relatório expõe pontos para assegurar trabalho digno em escala global.

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Com a taxa global de desemprego projetada em 4,9% em 2026 — equivalente a cerca de 186 milhões de pessoas —, o mundo do trabalho é desafiado a garantir condições dignas para todos. O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Employment and Social Trends 2026” — Tendências do Emprego e Sociais 2026, em português — aponta, na página 3, que 284 milhões de trabalhadores ainda vivem em extrema pobreza, com menos de US$ 3 por dia, enquanto mais de 2 bilhões permanecem na informalidade. Os dados evidenciam a persistência de déficits estruturais na qualidade do emprego.

Na mesma página, o documento destaca que os sinais de estagnação são mais evidentes nos países de baixa renda, onde cresce o número de trabalhadores em situação de pobreza e no modo informal. A ausência de avanços também se reflete na manutenção das desigualdades de gênero no mercado de trabalho, com progressos limitados a poucos aspectos. O quadro reforça a percepção de que indicadores agregados não capturam a profundidade das fragilidades estruturais que caracterizam o emprego no mundo.

Já na página 14, o relatório aprofunda o diagnóstico ao mostrar que o avanço na qualidade do emprego praticamente estagnou nas últimas duas décadas. Entre 2015 e 2025, a redução da proporção de trabalhadores em extrema pobreza foi de apenas 3,1 pontos percentuais, ritmo inferior ao da década anterior. Como resultado, observa-se um agravamento nos países de baixa renda, onde quase 68% dos trabalhadores estavam em situação de pobreza extrema ou moderada em 2025.

Diante desse cenário, cresce a responsabilidade das empresas em promover padrões mais elevados de qualidade em todas as dimensões de sua atuação, do ambiente de trabalho às relações com colaboradores e à entrega de valor à sociedade. Para Daniel Maximilian Da Costa, fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), esse compromisso precisa ser compreendido de forma ampla e estratégica.

“A qualidade não pode ser tratada como um atributo restrito ao produto final ou ao serviço entregue. Ela precisa estar presente em toda a cadeia de valor, nas relações de trabalho, na gestão, na cultura organizacional e no impacto gerado. Empresas que não incorporam essa visão tendem a perpetuar fragilidades que o próprio mercado já não comporta mais”, afirma.

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DINO Agência de Notícias Corporativas

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