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Boas práticas na agropecuária incluem higienização técnica

A expansão da agropecuária brasileira amplia a atenção às práticas de higienização de equipamentos, com destaque para o uso de escovas técnicas em ordenhadeiras, tanques e utensílios de manejo animal.

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A agropecuária brasileira registrou crescimento de 11,7% em 2025, consolidando-se como um dos principais vetores da economia nacional. Com a expansão da produção e o aumento das exigências sanitárias, a higienização adequada de equipamentos utilizados no manejo animal passa a ocupar papel central nas rotinas das propriedades rurais.

De acordo com a Cartilha de Boas Práticas de Ordenha da Embrapa, ordenhadeiras, tanques de expansão, baldes, coadores e demais utensílios de uso frequente acumulam resíduos orgânicos que, sem limpeza adequada, favorecem a proliferação de microrganismos capazes de comprometer a qualidade do leite e a saúde dos animais. O documento reforça que a higienização dos equipamentos deve ser realizada com instrumentos apropriados para cada superfície, garantindo a remoção efetiva de resíduos sem danificar as peças.

Manual de Boas Práticas de Ordenha do Rehagro aponta que o uso de escovas técnicas específicas, com cerdas e hastes dimensionadas para cada tipo de equipamento, integra os protocolos recomendados para o setor, sendo parte indispensável da rotina sanitária em propriedades leiteiras. Modelos com cerdas de nylon e cabos reforçados são indicados para superfícies internas de tubulações, teteiras e recipientes de diferentes diâmetros, conforme orientações técnicas do setor.

As escovas para agropecuária são desenvolvidas com materiais resistentes à umidade, agentes químicos de limpeza e ao uso intensivo em ambientes rurais. A variedade de formatos disponíveis no mercado visa atender às diferentes demandas de limpeza encontradas nas cadeias produtivas de proteína animal.

Para Jefferson Weinberger, diretor comercial da Weinberger, “produtividade e tecnologia caminham juntas — não basta produzir mais, é preciso produzir com precisão analítica, controle de qualidade e rastreabilidade”. O raciocínio se aplica diretamente à higienização: instrumentos inadequados comprometem a eficácia do processo, independentemente dos demais cuidados adotados na ordenha.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) estabelece, por meio da Instrução Normativa nº 48/2002, requisitos técnicos para equipamentos de ordenha que incluem facilidade de limpeza como critério de conformidade, reforçando a importância de utensílios auxiliares no cumprimento das normas sanitárias vigentes. Com o setor agropecuário projetando novos recordes de produção e exportação em 2026, a adoção de instrumentos técnicos de higienização tende a se ampliar como parte da profissionalização das cadeias produtivas no Brasil.

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