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Mulheres representam 70% dos profissionais de contact center

Levantamento do Sintelmark — Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center — destaca protagonismo feminino em um dos setores mais inclusivos e empregadores do país.

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No contexto do Mês da Mulher, o mercado de trabalho brasileiro revela um cenário que chama atenção pela predominância feminina e pela diversidade: o setor de contact center. Pesquisa sociodemográfica realizada pelo Sintelmark indica que cerca de 70% dos profissionais da área são mulheres — ou seja, sete em cada dez trabalhadores de contact center no Brasil. O percentual é significativamente superior à média de participação feminina no mercado de trabalho nacional, destacando o setor como um dos que mais concentram mão de obra feminina no país.

De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres representam aproximadamente 43,6% da força de trabalho formal no país, percentual bem abaixo do observado no setor de contact center.

A diferença torna-se ainda mais evidente quando comparada a outros segmentos da economia. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (PNADC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a participação feminina média em algumas áreas é:

  • Construção civil: cerca de 10% dos trabalhadores;
  • Tecnologia da informação: aproximadamente 20%;
  • Indústria: cerca de 30%;
  • Setores de infraestrutura, utilidades e transporte: 18–20%

Segundo Luís Crem, presidente do Sintelmark, nesse contexto, o índice de 70% de mulheres no contact center coloca o setor entre os que apresentam maior presença feminina na economia brasileira.

Um dos maiores empregadores do país

Além da diversidade de gênero, o contact center também tem peso relevante na economia. O setor de contact center movimenta cerca de R$ 15 bilhões por ano no Brasil, atendendo empresas de segmentos como telecomunicações, serviços financeiros, varejo e tecnologia, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Telesserviços (ABT).

Outro indicador importante é o perfil etário dos profissionais. De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços, cerca de 60% dos trabalhadores têm entre 18 e 29 anos, o que reforça o papel do setor de contact center como um dos ambientes corporativos mais inclusivos do país.

São Paulo concentra principal polo do setor

O estado de São Paulo concentra o maior polo de contact centers do país. Segundo o Sintelmark, apenas na cidade de São Paulo existem mais de 90 mil empregos formais no setor, com operações que atendem empresas de todo o território nacional.

A expansão acompanha o crescimento do comércio eletrônico, da digitalização de serviços e da necessidade crescente das empresas de manter canais permanentes de relacionamento com os consumidores.

Diversidade também marca o perfil dos profissionais

Além da predominância feminina, a pesquisa do Sintelmark revela indicadores expressivos de diversidade no setor:

  • Profissionais se autodeclaram pretos ou pardos: 53%;
  • Integrantes que se identificam com a comunidade LGBTQIA+: 20,6%;
  • Cerca de 40% estão em seu primeiro emprego formal.

Os dados reforçam o posicionamento do contact center como um dos ambientes corporativos mais inclusivos do país.

Inclusão e ascensão profissional

“Com forte presença feminina e diversidade social, o setor se consolidou como um importante motor de inclusão no mercado de trabalho brasileiro. Além de gerar empregos em larga escala, muitas empresas investem em programas de capacitação e desenvolvimento de carreira, permitindo que profissionais iniciem como atendentes e avancem para posições de supervisão, gestão e áreas estratégicas”, destaca Crem.

No contexto do Mês da Mulher, especialistas observam que o protagonismo feminino nas operações e na liderança demonstra como o contact center pode contribuir para ampliar oportunidades profissionais e reduzir desigualdades no mercado de trabalho.

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DINO Agência de Notícias Corporativas

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