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Cranberries impulsionam a cultura alimentar norte-americana

Do uso cotidiano pelas populações indígenas à presença obrigatória nas mesas do Dia de Ação de Graças, o cranberry percorreu um caminho que mistura tradição e industrialização. Hoje é, ao mesmo tempo, símbolo cultural e produto de uma indústria moderna que transformou o consumo ao redor do mundo.

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Conhecida como “a superfruta original americana”, o cranberry percorreu um longo caminho desde seu uso tradicional pelos povos nativos, registrado desde 1550, até se transformar em produto industrial, símbolo da cultura alimentar dos Estados Unidos e conquistar o paladar dos brasileiros.

Produzido sob técnicas de cultivo e extração desenvolvidas graças a particularidades da própria fruta, o cranberry é fonte de vitaminas C e E e rico em antioxidantes, além de ser reconhecido por contribuir na manutenção da saúde do trato urinário e da microbiota intestinal, de acordo com a National Library of Medicine.

Atualmente, mais de 1.100 pequenos agricultores familiares cultivam cranberries — muitos em gerações sucessivas — em mais de 1.600 hectares, com destaque para os estados de Massachusetts, New Jersey, Oregon, Washington e Wisconsin. Para abrir fronteiras continentais de acordo com preferências do consumidor e demandas por produtos menos açucarados e mais naturais, foi criado em 1951 o Cranberry Institute (CI), uma entidade sem fins lucrativos dedicada à promoção dos benefícios da superfruta e ao apoio a práticas sustentáveis de cultivo.

O instituto também financia pesquisas, divulgações científicas e atua como fonte de informação sobre nutrição e sustentabilidade no setor, como pilar na defesa da qualidade, pesquisa e expansão para mercados como o Brasil.

Para entender a origem do consumo do cranberry, é preciso voltar no tempo. Antes da chegada dos colonos europeus, comunidades indígenas nativas já consumiam as frutas frescas, moídas ou misturadas ao fubá e assadas em pães. A fruta também era misturada a carnes de caça e gordura para produzir o “pemmican”, uma ração de inverno, e utilizada em curativos e para conservação de alimentos devido a propriedades adstringentes.

Durante a colonização, europeus aprenderam as técnicas locais de colheita e aproveitamento, incorporando o cranberry tanto em preparos salgados quanto doces. Seu sabor ácido e a capacidade de conservação de carnes tornaram-no rapidamente valorizado na nova dieta.

A partir do século XIX, o cultivo comercial de cranberry em pântanos e áreas alagadas ganhou força nos Estados Unidos, com concentrações de produção em Massachusetts, Wisconsin, New Jersey e Michigan. Inovações em drenagem, técnicas agrícolas e, posteriormente, mecanização da colheita ampliaram a produção e consolidaram a indústria do cranberry.

A associação com o Dia de Ação de Graças intensificou o consumo: o molho de cranberry virou acompanhamento tradicional do peru, impulsionando picos sazonais de demanda. No século XX, o uso da fruta se diversificou para sucos, molhos, frutas secas, misturas e ingredientes para confeitaria.

De acordo com o CI, “a proposta é ampliar a oferta da fruta e reforçar sua versatilidade na alimentação dos brasileiros, destacando seus benefícios nutricionais e o modelo sustentável de produção”. Conforme dados do Relatório de Mercado dos Cranberries, a crescente demanda por produtos orgânicos impulsiona o consumo da superfruta original americana, que deverá registrar crescimento de 3,8% até o final da década.

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