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IA avança no sistema financeiro e nas cooperativas

IA avança no sistema financeiro e nas cooperativas

A inteligência artificial está transformando o sistema financeiro brasileiro, impulsionada por altos investimentos em tecnologia e iniciativas como o Open Finance. Bancos já utilizam amplamente a IA, obtendo ganhos de eficiência, enquanto cooperativas avançam no uso da tecnologia para crédito, segurança e atendimento. O movimento amplia a personalização dos serviços, mas exige atenção à governança e à proteção de dados.

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A inteligência artificial (IA) vem se consolidando como um dos principais vetores de transformação do sistema financeiro brasileiro, com impacto direto na eficiência operacional, na gestão de riscos e na experiência dos clientes. O movimento é impulsionado por investimentos crescentes em tecnologia e pela evolução de iniciativas estruturantes, como o Open Finance.

Dados da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, realizada com instituições que representam a maior parte dos ativos do setor, mostram que cerca de 80% dos bancos já incorporam soluções de IA em suas operações. A adoção da tecnologia tem gerado ganhos médios de eficiência de 11,4%, podendo superar 20% em parte das instituições.

O levantamento também aponta que os bancos brasileiros destinaram cerca de R$ 47,8 bilhões em tecnologia em 2025, com crescimento relevante nos investimentos em inteligência artificial, analytics e big data, estimados em alta de 61% em relação ao ano anterior. Esse cenário reforça a centralidade da IA nas estratégias de inovação do setor.

Outro fator que contribui para esse avanço é o Open Finance, iniciativa coordenada pelo Banco Central do Brasil, que amplia o compartilhamento de dados financeiros mediante autorização dos clientes. Atualmente, o sistema soma mais de 54 milhões de consentimentos ativos, envolvendo cerca de 35 milhões de clientes, ampliando a base de dados disponível para as instituições. É a partir desse volume de informações que a Inteligência Artificial entra como ferramenta central: ao processar e analisar esses dados, ela permite o desenvolvimento de soluções mais personalizadas, ajustando a oferta de valor ao perfil real de cada cliente e ampliando a competitividade no setor.

No contexto do sistema financeiro brasileiro, as cooperativas também têm avançado na adoção de tecnologias digitais, acompanhando o movimento observado nas instituições financeiras. A aplicação da inteligência artificial tem sido direcionada para aprimorar a análise de crédito, fortalecer mecanismos de prevenção a fraudes e ampliar a capacidade de atendimento, mantendo, ao mesmo tempo, o modelo de relacionamento próximo característico do cooperativismo.

Para Daniel de Oliveira Magalhães, Superintendente de Estratégia e Tecnologia do Sicoob Credicom, o desafio está em alinhar inovação e propósito. "A inteligência artificial amplia a capacidade de análise e de atendimento das cooperativas, contribuindo para decisões mais assertivas e seguras. Ao mesmo tempo, é fundamental que a adoção dessas tecnologias esteja alinhada aos princípios do cooperativismo, com foco na transparência, na confiança e na geração de valor para os cooperados", afirma.

O avanço da IA no sistema financeiro ocorre em paralelo ao crescimento do uso dos canais digitais. Segundo a Febraban, o volume de transações bancárias no país atingiu mais de 200 bilhões de operações anuais, com predominância do mobile banking, evidenciando a digitalização da relação entre instituições e clientes.

Embora apresente ganhos relevantes, a expansão da inteligência artificial também traz desafios, especialmente relacionados à governança, à proteção de dados e à transparência dos modelos utilizados. Nesse cenário, o papel das instituições reguladoras e das próprias organizações financeiras torna-se central para garantir o uso responsável da tecnologia.

A tendência é de que a inteligência artificial continue a ampliar sua presença no setor, contribuindo para um sistema financeiro mais eficiente, orientado por dados e adaptado às necessidades dos usuários, incluindo o segmento cooperativista, que busca equilibrar inovação tecnológica e proximidade no atendimento.

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