Portal Comunique-se

Grupo brasileiro de cidadania abre operação nos EUA

Grupo brasileiro de cidadania abre operação nos EUA

Endurecimento das regras de cidadania italiana por descendência acelerou a reorganização do setor; MN Cidadania e GM Cidadania expandem serviços para novos caminhos migratórios e internacionalizam operação.

Compartilhe

Em 2025, o chamado Decreto Tajani endureceu as regras de acesso à cidadania italiana por descendência e provocou uma reorganização no setor de mobilidade internacional. Empresas que atuavam exclusivamente com o reconhecimento da cidadania passaram a rever estratégias, e o comportamento das famílias brasileiras também mudou.

O desejo de deixar o país, no entanto, segue alto. Levantamento do Observatório Febraban com o instituto Ipespe apontou que 40% dos brasileiros desejam viver fora, com a Europa liderando as preferências (60% das menções), seguida pelos Estados Unidos (37%). O interesse é ainda mais forte entre a Geração Y e a Geração Z.

"A mudança na lei não encerrou o sonho do brasileiro de viver fora. Ela obrigou o setor inteiro a se reinventar. Quem atua com mobilidade internacional precisa oferecer mais portas, não menos", afirma Marcela Nogueira, fundadora da MN Cidadania Europeia e da GM Cidadania, com mais de oito anos de atuação e mais de 5 mil processos acompanhados.

Na esteira dessa reorganização, o grupo fundado por Nogueira ao lado do marido, Lucas Bin, e que tem Gabriela Vergani como sócia na GM Cidadania, ampliou a atuação para além da cidadania italiana, passando a trabalhar com outras cidadanias europeias e novos caminhos migratórios, como vistos de trabalho, estudo e residência.

"Essas famílias não podem ficar reféns de uma única porta de entrada. Cidadania por descendência é um caminho entre vários. Insistir apenas nele, no cenário atual, custa tempo que a família não tem", diz a especialista.

A movimentação incluiu a internacionalização da operação: em 2026, o grupo constituiu uma empresa nos Estados Unidos, ao lado dos sócios Hammis Farah e Jessé Rodrigues, para atender à demanda de brasileiros que avaliam destinos além da Europa.

"O brasileiro que decide sair não pensa mais só em cidadania europeia. Ele pensa no mundo: Estados Unidos, Canadá, Austrália. A internacionalização foi uma resposta a esse movimento", completa Nogueira.

Para a fundadora, o novo cenário também aumenta a responsabilidade de quem atua no setor. "Família que decide migrar precisa de informação verdadeira e de planejamento, não de promessas. É esse o padrão que o nosso setor precisa adotar", conclui.

Sobre o grupo

A MN Cidadania Europeia e a GM Cidadania atuam há mais de oito anos em cidadania por descendência e mobilidade internacional, com mais de 5 mil processos acompanhados. O grupo é liderado por Marcela Nogueira, Lucas Bin e Gabriela Vergani e, em 2026, iniciou operação nos Estados Unidos ao lado dos sócios Hammis Farah e Jessé Rodrigues.

Compartilhe

DINO Agência de Notícias Corporativas

Agência de notícias corporativas. Conteúdos publicados em rede de parceiros online. Na lista de parceiros estão grandes portais, como os casos do Terra, do Metrópoles e do iG. Agência Estado e Agência O Globo também fazem parte desse time, assim como mais de uma centena de sites e blogs espalhados país afora.

Fale com um especialista
Fale com um especialista