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Ransomware avança 17,8% e mira o Brasil e toda a LATAM

Ransomware avança 17,8% e mira o Brasil e toda a LATAM

Ataques de ransomware registraram crescimento global de 17,8% em 2025, com o Brasil ocupando a 9ª posição mundial e liderando a América Latina em número de incidentes, segundo levantamento da ISH Tecnologia.

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Os ataques de ransomware registraram crescimento de 17,8% no mundo em 2025 em relação ao ano anterior, totalizando 7.410 empresas confirmadas como vítimas, segundo levantamento da ISH Tecnologia. No Brasil, o cenário é ainda mais crítico: o país ocupa a 9ª posição global no ranking de nações mais afetadas e lidera a América Latina, à frente de economias consideravelmente maiores.

Hipervisores e backups no centro dos ataques

O perfil dos ataques mudou de forma significativa em 2025. Grupos como Akira, Qilin e DragonForce passaram a concentrar esforços em hipervisores — plataformas como VMware ESXi, Microsoft Hyper-V e Nutanix — em vez de atacar estações de trabalho individualmente. A estratégia permite que um único movimento comprometa dezenas de máquinas virtuais simultaneamente, ampliando o impacto sem aumentar a complexidade operacional do ataque.

Paralelamente, a destruição de backups tornou-se etapa padrão nas operações mais sofisticadas. Dados da Veeam apontam que 93% dos ataques cibernéticos têm como alvo a infraestrutura de backup, com o objetivo de eliminar a principal alternativa ao pagamento do resgate antes de iniciar a cifragem dos dados.

Recuperação forense como alternativa ao resgate

Diante do crescimento dos ataques, a recuperação forense de dados ganhou relevância como alternativa técnica ao pagamento de resgate. A Crowdertech, laboratório especializado em recuperação de dados corporativos, com 16 anos de atuação e mais de 50 mil casos atendidos, na Vila Olímpia, em São Paulo, registra aumento consistente de chamados relacionados a ransomware nos últimos dois anos.

A técnica de cifragem parcial — adotada pelos grupos mais ativos para ganhar velocidade de execução — preserva blocos físicos de dados nos discos, tornando a extração forense possível mesmo sem a chave de decriptação. Nos casos de ataques a hipervisores, arquivos VMDK e datastores VMFS frequentemente retêm dados recuperáveis nas áreas não cifradas.

"A maioria das empresas que chega ao laboratório após um ataque de ransomware não sabia que a recuperação forense era tecnicamente possível sem o pagamento do resgate", afirma Bruno Ribeiro, CEO da Crowdertech. "O desconhecimento leva muitas organizações a pagar valores significativos sem nenhuma garantia de resultado."

Setores mais vulneráveis no Brasil

O levantamento da ISH Tecnologia aponta manufatura e tecnologia como os setores com maior número de incidentes registrados em 2025, seguidos por serviços empresariais e varejo. No Brasil, a combinação de baixa adoção de autenticação multifator, infraestrutura de hipervisores sem camadas de proteção específicas e backups alcançáveis pela rede representa o perfil de vulnerabilidade mais explorado pelos grupos criminosos ativos na região.

A posição do Brasil no ranking global reflete, segundo especialistas, não apenas o tamanho da economia — a maior da América Latina — mas também um atraso cultural na percepção de riscos cibernéticos por parte das organizações, conforme avaliação da Fortinet em relatório divulgado em 2026.

Sobre a Crowdertech

A Crowdertech é um laboratório especializado em recuperação de dados corporativos, fundado em 2008 e sediado na Vila Olímpia, em São Paulo. A empresa atende casos de falha em servidores, RAID, bancos de dados, máquinas virtuais e ataques de ransomware, com taxa de sucesso de 95% documentada em mais de 50 mil casos.

Mais informações disponíveis em crowdertech.com.br

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DINO Agência de Notícias Corporativas

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