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Tecnologia em painéis solares atinge 26,3% de eficiência

Tecnologia em painéis solares atinge 26,3% de eficiência

Pesquisadores chineses desenvolvem método que otimiza o uso do silício, gerando mais energia fotovoltaica com menos módulos no mesmo espaço. Investimentos no setor são beneficiados com a melhoria

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Um estudo recente publicado pela revista científica Matter e divulgado pela Academia Chinesa de Ciências revelou o desenvolvimento de uma nova tecnologia que levou as células solares de silício à eficiência recorde de 26,31%. Com esse ganho de produtividade por metro quadrado, diminui-se drasticamente a necessidade de grandes extensões de terra ou telhados para a instalação de usinas e sistemas fotovoltaicos.

A pesquisa concentrou-se no silício cristalino, material que domina a indústria fotovoltaica mundial. No método de fabricação convencional das células TOPCon, as linhas metálicas por onde a energia passa dependem da queima de uma pasta de prata e alumínio em altíssima temperatura. Esse processo industrial acaba danificando a camada de passivação, uma película microscópica que protege a placa e impede a perda de elétrons, além de criar linhas muito grossas que fazem sombra no próprio painel.

Para resolver o problema, os cientistas criaram uma tinta especial de prata sem alumínio aliada ao processo de "contato aprimorado por laser (LECO)". Em vez de submeter a placa inteira ao calor de um forno industrial, o método utiliza um feixe de laser de alta precisão que aplica calor localizado apenas no ponto exato do contato elétrico. Isso evita o desgaste da película protetora do silício e reduz a sombra na superfície, permitindo captar e converter muito mais luz solar.

Mercado e inovação no Brasil

O avanço constante da tecnologia fotovoltaica já se reflete na operação de empresas brasileiras do setor. Filipe Ferraz, diretor de gestão de créditos do Grupo Solare, destaca como o aumento na potência dos módulos transformou o mercado. Se antes a indústria trabalhava com placas residenciais e comerciais de 330 W, hoje já se utilizam modelos de alta densidade que chegam a 610 W no mesmo espaço.

Filipe ressalta o papel da inovação internacional na otimização de projetos: "Nos últimos anos, a China desenvolveu a produção para que, em um mesmo módulo, de um mesmo tamanho ou um pouco maior, você produza muito mais energia. Assim, reduz a quantidade de módulos para obter a mesma geração ou até superior", diz.

E essa eficiência ganha força no mercado de investimentos. Na Solare Invest, quem aplica seu capital ajuda a financiar a construção e expansão de usinas solares que já nascem com o que há de mais moderno no mundo. Na prática, painéis mais potentes significam usinas mais eficientes, custos menores de instalação e maior retorno financeiro, transformando tecnologia de ponta em rentabilidade real para o investidor.

Um exemplo prático dessa eficiência ocorre em uma das usinas da Solare Invest, localizada em Aparecida do Taboado (MS). A estrutura do local está pronta para receber novos módulos, mas o rendimento das placas de 610 W já instaladas supre com folga a demanda atual do projeto.

Eficiência e urbanização

A evolução na conversão fotovoltaica acompanha o crescimento da demanda por energia limpa. De acordo com dados do Enel Group, a eficiência média dos painéis solares comerciais saltou de cerca de 15% para a casa dos 20% nos últimos anos. A empresa também explica em artigo que, segundo o Banco Mundial, cerca de 70% da população do planeta viverá em áreas urbanas até 2050. E que as "cidades têm, portanto, necessidade de fontes limpas e abundantes".

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