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Como unir Steel Frame a uma obra existente

Como unir Steel Frame a uma obra existente

Ampliações e reformas que combinam Light Steel Framing com imóveis de alvenaria ou concreto exigem atenção especial às ligações entre as duas estruturas para evitar infiltrações, pontes térmicas e problemas estruturais, explica especialista da Barbieri.

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Ampliar um imóvel já construído utilizando o Light Steel Framing (LSF) é uma alternativa cada vez mais adotada em reformas, ampliações e construções verticais. Além da rapidez de montagem, o sistema utiliza perfis de aço galvanizado e permite reduzir a carga adicional sobre a estrutura existente. O principal desafio, porém, está justamente no encontro entre a construção nova e a antiga, geralmente executada em alvenaria ou concreto.

É nessa interface que podem surgir alguns dos principais problemas de uma obra que combina diferentes sistemas construtivos, como infiltrações, as pontes térmicas, transmissão de ruídos por vibração e até comprometimento estrutural. Para evitar essas ocorrências, é necessário que a ligação entre as estruturas seja prevista desde o projeto, considerando as características do imóvel existente, as cargas da ampliação e o comportamento dos diferentes materiais.

"A conexão entre uma estrutura nova em Steel Frame e uma edificação existente é um dos pontos mais sensíveis do projeto. É preciso garantir a continuidade do isolamento e da estanqueidade e utilizar ancoragens químicas e mecânicas dimensionadas de acordo com o projeto estrutural", explica André Rossi, gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios da Barbieri.

O diagnóstico vem antes da montagem

Antes da instalação dos primeiros painéis, é necessário avaliar as condições da construção existente. O levantamento deve verificar o prumo das paredes e identificar fissuras, trincas, infiltrações ou outras patologias que possam comprometer a ligação com a nova estrutura.

A superfície que receberá a ampliação deve estar limpa, nivelada e livre de vazios. A partir daí, são definidos os elementos que farão a transição entre os dois sistemas, incluindo a impermeabilização da interface e os componentes responsáveis por reduzir a transmissão de umidade e vibrações.

Uma das soluções utilizadas é a aplicação de placas de poliestireno expandido (EPS), com densidade mínima de 20 kg/m³, dispostas de forma entrelaçada. Sob os novos painéis, uma banda acústica de espuma de polietileno contribui para reduzir a transmissão de ruídos por vibração e melhora a estanqueidade da ligação.

Ancoragem e estabilidade exigem projeto

Com a preparação da área de transição concluída, os painéis de Steel Frame são montados e fixados à fundação por meio de ancoragens químicas e mecânicas especificadas pelo projeto de engenharia. Em ampliações com mais de um pavimento, a ligação entre os níveis também deve seguir o dimensionamento definido em projeto, incluindo o tipo e a quantidade de fixadores, além da exigência de conferência do alinhamento durante a montagem.

A rigidização horizontal externa pode ser realizada com placas de OSB ou multilaminado fenólico, responsáveis por contribuir para o comportamento estrutural do conjunto. Nos painéis instalados junto ao muro existente, onde não há acesso pelo lado externo, a solução precisa ser adaptada, com a rigidização realizada pelo lado interno.

"Não existe uma solução única para a ligação entre uma obra nova e uma construção existente. O tipo de ancoragem, a quantidade de fixadores e a forma de rigidização dependem das características da edificação e dos esforços previstos para a ampliação. Por isso, esses elementos precisam ser definidos pelo projeto estrutural", ressalta Rossi.

Isolamento precisa ser contínuo

Outro cuidado fundamental está no desempenho térmico da ampliação. No interior dos painéis, a lã de vidro é utilizada de acordo com a espessura definida pelo projeto e pelo balanço térmico da edificação. A composição é complementada por uma barreira de vapor contínua na face interna, com tratamento adequado das emendas para reduzir o risco de condensação.

Nos trechos externos que não estão em contato com a construção antiga, o sistema pode receber barreira de vento e água e uma camada adicional de EPS. O objetivo é manter a continuidade do isolamento e reduzir a ocorrência de pontes térmicas, especialmente nas proximidades das ligações entre os diferentes elementos construtivos.

A proteção contra a água também exige atenção especial no encontro entre o muro antigo e os novos painéis. O uso de pingadeira ou rufo em chapa dobrada ajuda a direcionar a água e evita que a chuva penetre justamente na região de transição.

"O desempenho térmico não depende apenas do material isolante escolhido, mas da continuidade de todo o sistema. Se houver uma interrupção no isolamento ou uma falha na vedação, a interface entre a construção nova e a antiga pode se transformar em um ponto de entrada de umidade e de perda de desempenho", afirma Rossi.

Detalhamento é o que garante a integração

Para o especialista da Barbieri, a combinação entre Steel Frame e estruturas convencionais é tecnicamente viável, mas exige que a interface seja tratada como parte específica do projeto — e não como uma adaptação feita durante a execução.

"O Steel Frame pode ser integrado a estruturas de alvenaria, concreto, entre outros materiais. O que muda é o nível de detalhamento necessário para a ligação. Ancoragem correta, continuidade do isolamento e acompanhamento de um engenheiro responsável são fundamentais para garantir o desempenho e a durabilidade da ampliação", conclui.

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