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IA e saúde emocional ampliam desafios para o RH

IA e saúde emocional ampliam desafios para o RH

Inteligência artificial, saúde emocional e novas exigências regulatórias ampliam as responsabilidades do RH nas empresas. Especialista do ManpowerGroup analisa como essas pautas impactam a atuação da área e sua relação com as lideranças.

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Inteligência artificial, saúde emocional das equipes e novas obrigações regulatórias, como a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), ampliaram as responsabilidades da área de Recursos Humanos nas empresas. Além de executar processos, o RH passou a responder por temas relacionados à gestão de pessoas, à adoção de novas tecnologias e ao desenvolvimento das equipes.

Os números ajudam a dimensionar alguns desses desafios. Dados do Relatório de Tendências Globais do ManpowerGroup mostram que 63% dos trabalhadores em todo o mundo afirmam estar esgotados, enquanto apenas 44% receberam treinamento de competências nos últimos seis meses, indicadores que reforçam a atenção das organizações às práticas de gestão de pessoas e bem-estar no trabalho.

"O RH está ampliando sua participação nas discussões estratégicas das empresas. A área conecta temas como tecnologia, cultura, bem-estar e desenvolvimento de talentos, em um momento em que essas pautas também fazem parte das decisões sobre o futuro das organizações. Apoiar os profissionais de RH e oferecer condições para que exerçam esse papel é parte do processo", afirma Milve Inouye, gerente de People & Culture no ManpowerGroup Brasil.

Entre os fatores que transformam a atuação do setor está a inteligência artificial. A tecnologia mudou a rotina da própria área, com ferramentas automatizadas de recrutamento e gestão de desempenho que exigem dos profissionais maior familiaridade com dados. Ao mesmo tempo, o avanço da IA transforma funções em diferentes setores, ampliando a participação do RH em iniciativas de requalificação e desenvolvimento interno para preparar as equipes para novas demandas de competências.

A saúde emocional é outro tema que ganhou espaço na agenda corporativa e na atuação conjunta entre RH e lideranças. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por burnout cresceram 823% em quatro anos. Por isso, as empresas ampliam a atenção à prevenção e à construção de ambientes de trabalho mais saudáveis. A atualização da NR-1, que incorpora a gestão de riscos psicossociais, amplia a discussão sobre a atuação conjunta de RH e lideranças, com iniciativas como protocolos preventivos, revisão de políticas internas e canais de escuta.

Nesse cenário, o desenvolvimento das lideranças também ganha relevância. Diante das transformações tecnológicas, das novas formas de trabalho e da maior atenção à saúde emocional, os gestores assumem um papel cada vez mais importante na experiência dos colaboradores. Com isso, o RH amplia sua atuação na preparação desses profissionais para a gestão de equipes, a prática de feedback, o desenvolvimento de talentos e a condução de mudanças organizacionais.

As empresas também vêm adotando iniciativas para apoiar a atuação dos profissionais de Recursos Humanos. Entre elas estão o investimento em tecnologias para reduzir tarefas burocráticas, a criação de canais de escuta estruturada para os profissionais da área e a ampliação de recursos destinados ao setor. Em paralelo, a integração da área ao planejamento estratégico e sua atuação conjunta com as lideranças podem contribuir para conciliar questões relacionadas às pessoas, às demandas do negócio e às mudanças tecnológicas.

"Fortalecer a atuação do RH passa por criar condições para a área participar das decisões e trabalhar de forma integrada às lideranças. Quando isso acontece, temas como bem-estar, desenvolvimento, desempenho e cultura podem ser tratados de maneira estruturada e conectada às necessidades da organização", conclui Milve.

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