Felipe Montoro Jens fala sobre a Concessão do Ferrogrão – ou EF-170

A previsão do governo é publicar o edital no primeiro trimestre do ano que vem e fazer o leilão no segundo trimestre de 2018. A concessão terá um prazo de 65 anos

dino

08/12/2017 –

No último dia 31 de outubro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou os estudos para o leilão de construção da Ferrovia do Grão, também conhecida como Ferrogão ou EF-170. A obra terá extensão de 1.142 km e cortará uma área de floresta entre os municípios de Sinop (MT) e Miritituba (PA). Quem traz mais informações sobre o assunto é o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

A concessão terá um prazo de 65 anos e o vencedor do leilão será aquele que oferecer ao governo o maior valor de outorga, que inicia com um lance mínimo de R$ 0,01. A ferrovia deverá ser inteiramente construída pela concessionária, que ficará também responsável pela implantação da infraestrutura e pela operação dos trens.

O empreendimento em questão, que faz parte dos projetos do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e visa consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte, deverá demandar um investimento estimado de R$ 12,6 bilhões. Felipe Montoro Jens reporta que, segundo o portal do PPI, a construção inclui terraplanagem, obras de arte correntes e drenagem, superestrutura ferroviária, obras complementares, obras de arte especiais, compensação socioambiental, desapropriação, sistemas de sinalização ferroviária e energia, equipamentos ferroviários, oficinas e instalações, canteiro de obras, engenharia e material rodante.

Os estudos publicados pela ANTT destacam que a remuneração para a concessionária virá do serviço de transporte ferroviário. Ainda conforme os documentos, o risco de demanda será integralmente assumido pela concessionária. A previsão do governo é publicar o edital no primeiro trimestre do ano que vem e fazer o leilão no segundo trimestre de 2018, salienta o especialista Felipe Montoro Jens.

Mais informações sobre o projeto, segundo o portal do PPI

Prevê-se que, já para o ano de 2020, a demanda total de carga alocada da ferrovia alcance 25,0 milhões de toneladas, sendo que em 2050, esse número deverá chegar a 42,3 milhões de toneladas;

Felipe Montoro Jens destaca que o trecho ferroviário cumprirá um papel estruturante para o escoamento da produção de milho, soja e farelo de soja do Estado do Mato Grosso. Está previsto, ainda, o transporte de óleo de soja, fertilizantes, açúcar, etanol e derivados do petróleo;

De acordo com levantamentos setoriais, os empresários locais estimam escoar até 20 milhões de toneladas de grãos de Mato Grosso pelos portos da Bacia Amazônica;

A EF-170, após instalada, trará uma alta capacidade de transporte e competitividade ao corredor, que já está em consolidação com a rodovia BR-163. Conforme o projeto, a BR 163 terá as condições de tráfego aliviadas, visto que será diminuído o fluxo de caminhões pesados que transportam grãos, além de ser reduzidos os custos com a conservação e a manutenção da infraestrutura rodoviária existente;

O corredor, a ser constituído pela EF-170 e pela rodovia BR -163, abrirá uma nova rota para a exportação de soja e de milho no Brasil. Atualmente, mais de 70% da safra mato-grossense é escoada pelos portos de Santos/SP e de Paranaguá/PR, a mais de dois mil quilômetros da origem, reporta Felipe Montoro Jens;

Conforme o portal do PPI, “para a modelagem da concessão está sendo adotado o modelo vertical de exploração da ferrovia, no qual uma única empresa é responsável pela gestão da infraestrutura e prestação do serviço de transporte”.

Website: http://www.felipemontorojens.com.br

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