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Verão e saúde ocular: dicas e cuidados para aproveitar a estação

Sol, calor, umidade, vento e poluentes podem causar problemas de visão em crianças e adultos, mas é possível prevenir a maioria deles e se divertir na época mais quente do ano

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Brasília-DF 23/12/2021 – Nos meses mais quentes e úmidos, os olhos ficam mais expostos aos raios solares ultravioleta (UVA e UVB) e requerem cuidados específicos

Sol, calor, umidade, vento e poluentes podem causar problemas de visão em crianças e adultos, mas é possível prevenir a maioria deles e se divertir na época mais quente do ano

Verão no Brasil é sinônimo de férias, praia, piscina e muito sol. A maioria das pessoas sabe que precisa usar fotoprotetores para a pele, mas se esquece que a saúde ocular também merece atenção redobrada nesse período. Isso porque, nos meses quentes e úmidos, os olhos ficam mais expostos aos raios solares ultravioleta (UVA e UVB) e a bactérias, vírus e fungos presentes na água do mar, piscina, rios e cachoeiras, além do ar-condicionado e poeira no ar. Para aproveitar a estação mais esperada do ano, enxergando tudo com clareza, oftalmologistas do grupo Opty – com hospitais e clínicas oftalmológicas em todo o país – reuniram dicas para orientar adultos e crianças a apreciar o verão com segurança.

Problemas oculares comuns no verão: uma queixa bastante comum nessa estação é a conjuntivite, uma inflamação da conjuntiva – a fina membrana transparente que reveste o globo ocular e o interior das pálpebras – que pode ser alérgica, viral e bacteriana, sendo altamente contagiosa nos dois últimos casos. “A conjuntivite viral é transmitida pelo mesmo vírus que do resfriado comum e se espalha rapidamente. Os principais sintomas são o olho avermelhado, irritado, lacrimejando, com sensação de areia, sensibilidade à luz e ardência. É imprescindível consultar um oftalmologista imediatamente”, alerta o Dr. Eduardo Rocha, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

A exposição ao sol, sem proteção, por muitos anos, também eleva o risco de pinguécula (lesão amarelada que se forma no tecido superficial à esclera), pterígeo (formação indolor na conjuntiva, geralmente benigna, que pode atingir a córnea) – ambas relacionadas à exposição prolongada a raios UV, ao vento ou à poeira, ao fumo e à água clorada – catarata precoce, degeneração da mácula (parte da retina responsável pela nitidez da visão e a percepção das cores), tumores oculares e câncer na pele ao redor dos olhos. De acordo com o Dr. Eduardo, indivíduos com certas condições oculares devem ter ainda mais zelo nesta época de calor. “Por exemplo, em pós-operatório recente (até 30 dias) de cirurgia de catarata, por exemplo, os pacientes devem ter cuidado redobrado com infecção. Precisam aplicar colírios antibióticos e anti-inflamatórios receitados, sair com óculos de proteção próprios para essa fase – com filtros e mais fechado, tanto na frente quanto nas laterais para evitar o excesso de iluminação. O ideal é evitar piscina e praia no pós-operatório”, orienta o oftalmologista. “Ter glaucoma, porém, não é empecilho para frequentar praia e piscina. No entanto, a pessoa não pode esquecer os colírios, a higiene e a proteção dos olhos na exposição ao sol”, adverte o Dr. Eduardo.

Cuidados básicos: a oftalmologista Joana de Farias, da EyeCenter Unique (Rio de Janeiro-RJ) reforça a importância da utilização dos óculos de sol para evitar lesões nos olhos, especialmente na retina, área que capta os sinais luminosos e os envia ao cérebro, onde são geradas as imagens. Na hora de escolher o modelo, o critério é que ele tenha barreira contra os raios solares. O acessório precisa proporcionar pelo menos 98% de proteção. “Compre óculos de marcas originais, em óticas de boa reputação. Ao usar óculos escuros, a pupila se dilata, portanto faz toda diferença optar por um modelo com certificação contra os raios UV. Uma dica: óculos com proteção UV 400 quer dizer que suas lentes inibem a entrada de comprimentos de onda menores que 400 nm/0 (nanômetros), o que incluem os raios UVA e UVB, invisíveis aos olhos.

O Dr. Cristian Santa Cruz, oftalmologista do DayHORC (Salvador-BA) acrescenta ainda que usar chapéu, permanecer à sombra, manter a higienização das mãos, evitar coçar ou tocar os olhos, não compartilhar maquiagem nem usar produtos com prazo de vencimento expirado também são medidas fundamentais para manter a saúde dos olhos. “Por causa do calor, muitas pessoas procuram lugares com ar-condicionado, mas é bom evitar longos períodos nesses ambientes, porque pode levar ao ressecamento ocular e à ceratite, uma lesão de córnea. E só aplique colírio lubrificante com a indicação do oftalmologista”, complementa.

Redobre a atenção com as crianças: a Dra. Cinthia R. Teló Sato, oftalmopediatra do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem (Joinville-SC) destaca que alguns brinquedos em piscinas ou praias podem causar acidentes graves, como artigos que espirram água. “Se o jato for forte e atingir o olho, pode levar a uma emergência médica”, afirma. Depois de um dia na praia ou na piscina, é comum crianças apresentarem olhos vermelhos, porém, no dia seguinte eles devem estar normais. “Se esse sintoma permanecer e surgirem outros, como coceira, irritação e acúmulo de secreção, procure um oftalmopediatra com urgência. Podem ser sinais de conjuntivite ou outro problema de visão”, avisa.

Aprenda a usar lentes de contatos com segurança: usuários de lentes de contato precisam de precaução maior com higienização e armazenamento no verão, porque no calor e na umidade há maior proliferação de germes, lembra a oftalmologista Liane Iglesias, da Visclin Oftalmologia (São Paulo – SP). “Para limpeza e desinfecção das lentes, antes de tudo, deve-se lavar as mãos com sabonete bactericida e secá-las bem. Cada tipo de lente requer um produto próprio para limpá-las. Nunca aplique soro fisiológico, água boricada, saliva ou água corrente nas lentes. Essas substâncias não possuem agentes para lubrificar e desinfetar”, adverte a Dra. Liane. Também deve-se evitar tomar banho, entrar no mar ou cachoeiras e rios com esses acessórios pelo risco de infecção ocular por microrganismos, que podem levar à cegueira em alguns casos. Além disso, o banho de mar desidrata o material das lentes, dificultando sua retirada dos olhos. “Assim como os óculos de sol, algumas lentes de contato oferecem proteção contra raios ultravioleta do sol. Deve-se selecionar modelos contra UV classe I (filtra 90% dos raios UVA) e UV classe II (bloqueia pelo menos 50% dos raios UVA e 95% dos raios UVB).

Em qualquer época do ano uma vida com hábitos saudáveis, com alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas é essencial a boa saúde, inclusive dos olhos. Consultas regulares ao oftalmologista ajudam a prevenir doenças e manter a visão saudável.

Website: http://www.opty.com.br

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