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Projeção da inflação é elevada pelo mercado financeiro para 8,35%

Combustível sendo o principal fator no aumento da inflação gera crescimento da taxa de desemprego.

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São Paulo 18/11/2021 –

Combustível sendo o principal fator no aumento da inflação gera crescimento da taxa de desemprego.

O Brasil passará por uma taxa de desemprego alta, estando acima de dois dígitos, até 2025. Segundo estimativa divulgada pelo Boletim Focus do dia 20 de setembro, a previsão do mercado financeiro em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), levando em consideração a inflação oficial do país, avançou mais uma vez, indo de 8% para 8,35% em 2021. Essa foi a 24ª elevação seguida na projeção. O Boletim Focus é uma pesquisa semanal divulgada pelo Banco Central (BC) com a projeção dos indicadores da economia mais importantes. Além disso, segundo o IPCA, a inflação nos últimos 12 meses ficou em 8,99%.

Para o ano de 2022, espera-se uma inflação de 4,10%. Já para os anos seguintes (2023 e 2024), a estimativa é de 3,25% e 3%, respectivamente. Em relação a 2021, a previsão está superior à meta de inflação, que deve ser perseguida pelo Banco Central. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, fazendo com que o limite inferior seja de 2,25% e o superior na faixa de 5,25%. 

Combustível

No mês de agosto, a inflação avançou 0,87% por conta dos combustíveis. Essa taxa foi a maior para o mês desde o ano 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso faz com que o indicador acumule altas de 5,67% anual e 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde o mês de fevereiro de 2016, momento em que o índice estava na faixa dos 10,36%.

Desemprego

No mês de agosto, a inflação avançou 0,87% por conta dos combustíveis. Essa taxa foi a maior para o mês desde o ano 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso faz com que o indicador acumule altas de 5,67% anual e 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde o mês de fevereiro de 2016, momento em que o índice estava na faixa dos 10,36%.

Seguindo esse cenário, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o país passará por uma taxa de desemprego alta, estando acima de dois dígitos, até 2025. Após 2026, apenas, é que essa taxa diminuirá para um dígito, quando marcará 9,8%. “O mercado de trabalho está atrasado em relação à recuperação da produção e a taxa de desemprego é alta, especialmente entre jovens, mulheres e afro-brasileiros”, avalia o FMI em documento sobre a conclusão das consultas do seu conselho executivo ao Brasil, no âmbito do capítulo 4 deste ano.

O FMI ainda aponta que o desemprego é um dos maiores desafios do Brasil, que vem ocorrendo muito por conta do cenário de depreciação cambial e crescimento nas cotações internacionais de commodities, que fizeram a inflação subir e também as previsões para os índices de preços, apesar de haver um hiato do produto.

A expectativa do FMI é que o desemprego cresça de 13,5% em 2020 para 13,7% em 2021. A partir do ano que vem, a taxa deve mostrar uma redução, baixando de 12,9% para 11,7% em 2023. Já em 2024, o indicador alcançará 10,9% e, em 2025, 10,2%. Apenas em 2026 estará em 9,8%. 

Transferências emergenciais de dinheiro serão encerradas e, na ausência de permanente fortalecimento da rede de proteção social, a pobreza e desigualdade poderão se tornar mais agudas, destaca o FMI.

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