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Hipertensão endócrina é causa subdiagnosticada de hipertensão arterial

No Brasil, cerca de 32,3% da população adulta, equivalente a 52 milhões de pessoas, têm hipertensão arterial. Dentre esse grupo, estima-se que 8% – aproximadamente 4 milhões de pessoas possam ter hipertensão de causa hormonal

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Rio de Janeiro, RJ 23/6/2023 – Indivíduos que usam três ou mais medicamentos para controlar a pressão arterial e não obtêm resultados satisfatórios devem considerar a hipertensão hormonal

No Brasil, cerca de 32,3% da população adulta, equivalente a 52 milhões de pessoas, têm hipertensão arterial. Dentre esse grupo, estima-se que 8% – aproximadamente 4 milhões de pessoas possam ter hipertensão de causa hormonal

A hipertensão arterial é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e uma causa subdiagnosticada e potencialmente curável dessa condição é a hipertensão endócrina. 

O hiperaldosteronismo é caracterizado pela superprodução do hormônio aldosterona, produzido pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal), e causa aumento da pressão arterial, retenção de líquidos (o rim retém mais sódio e água e excreta mais potássio) e fraqueza. Estudos indicam que o hiperaldosteronismo é responsável por 26% dos casos de hipertensão persistente, caracterizada por pressão acima de 140×90 apesar do uso de três medicações anti-hipertensivas, tornando-se a causa mais subdiagnosticada de hipertensão arterial.

No Brasil, cerca de 32,3% da população adulta, equivalente a 52 milhões de pessoas, têm hipertensão arterial. Dentre esse grupo, estima-se que 8% – aproximadamente 4 milhões de pessoas ¬– possam ter hipertensão de causa hormonal.

“Muitas vezes, essa forma de hipertensão endócrina passa despercebida e não é corretamente diagnosticada, resultando em tratamentos ineficazes para controlar a pressão arterial”, explica o endocrinologista Madson Almeida, presidente do Departamento de Adrenal e Hipertensão da SBEM.

O que torna a hipertensão endócrina uma condição potencialmente curável é o fato de ser causada por desequilíbrios hormonais, especificamente o excesso de aldosterona. Quando há um aumento excessivo da produção de aldosterona, os níveis de sódio e água no organismo são desregulados, levando ao aumento da pressão arterial.

Segundo Madson Almeida, indivíduos que usam três ou mais medicamentos para controlar a pressão arterial e não obtêm resultados satisfatórios devem considerar a hipertensão hormonal como uma possível causa a ser investigada. Estudos mostram que quase duas em cada 10 pessoas que não conseguem controlar a pressão arterial mesmo com múltiplos medicamentos podem ter hipertensão endócrina.

Outro ponto relevante é que qualquer pessoa que já tenha apresentado pressão arterial acima de 150/100 mmHg deve ser investigada quanto à presença de uma causa hormonal subjacente. “Essa investigação é essencial para identificar e tratar adequadamente a hipertensão endócrina, proporcionando melhores resultados no controle da pressão arterial”, afirma Madson Almeida.

“A hipertensão hormonal é uma condição potencialmente curável. É essencial que pacientes com hipertensão não controlada apesar do uso de múltiplos medicamentos sejam adequadamente avaliados por um especialista, para que a causa possa ser identificada e tratada de forma adequada”, acrescenta Madson Almeida sobre a importância da conscientização sobre a hipertensão endócrina e da investigação adequada.

A conscientização sobre essa condição é o tema da campanha do Departamento de Adrenal e Hipertensão de 2023 da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), realizada entre os dias 20 e 22 de junho. O objetivo é esclarecer e informa a população sobre a importância de uma investigação adequada em casos de hipertensão de difícil controle, proporcionando aos pacientes possibilidade de tratamentos mais eficazes e até mesmo à cura, além de melhor qualidade de vida.

Website: http://www.endo.org.br

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