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Demanda global de resfriamento deve triplicar até 2050

Demanda global de resfriamento deve triplicar até 2050
Demanda global de resfriamento deve triplicar até 2050

Aumento projetado pressiona redes elétricas, eleva emissões de CO₂ e exige que empresas adotem soluções eficientes para proteger pessoas, operações e comunidades

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A demanda global por resfriamento está em trajetória acelerada, uma vez que a capacidade instalada deverá triplicar até 2050, podendo elevar as emissões a 7,2 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente, segundo a página 7 do relatório “Global Cooling Watch 2025” — Vigilância Global do Resfriamento 2025, em português. O crescimento é impulsionado pelo uso crescente de ar-condicionado, ventiladores e outros sistemas de climatização.

O documento alerta que a intensificação do calor já pressiona as redes elétricas em vários países, sobretudo durante ondas prolongadas. Em muitos casos, a infraestrutura não acompanha o salto repentino na demanda, aumentando a ocorrência de apagões e comprometendo serviços essenciais, sendo um risco maior para populações vulneráveis.

Mesmo com a expansão dos aparelhos de ar-condicionado, o acesso à refrigeração seguirá desigual. Milhões permanecerão expostos a temperaturas extremas, especialmente em regiões quentes e de baixa renda. A falta de resfriamento adequado afeta diretamente a saúde, a produtividade e a conservação de alimentos e vacinas.

Para conter emissões e ampliar a proteção térmica, o relatório destaca medidas passivas e de baixo consumo, como sombreamento, ventilação natural e superfícies refletivas. De acordo com a análise, na página 60, essas soluções reduzem significativamente a temperatura interna dos edifícios, diminuem a necessidade de energia para resfriamento e aliviam a pressão sobre as redes elétricas.

Diante desse cenário, o fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, ressalta que o setor corporativo tem papel decisivo na redução de impactos e na proteção das pessoas. Ele aponta que empresas que operam grandes estruturas físicas, como indústrias, escritórios, centros logísticos e hospitais privados, poderão ser diretamente afetadas pelo aumento da demanda por climatização e por eventuais instabilidades das redes elétricas.

“Não basta reagir aos impactos. É preciso antecipá-los com medidas concretas, investindo em adaptações e em tecnologias mais eficientes. Empresas que acompanham dados, relatórios e tendências climáticas ampliam sua capacidade de resposta e protegem seus colaboradores, operações e comunidades”, afirma.

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