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Abril Marrom: alguns mitos e verdades cercam a saúde ocular

Ampliar o conhecimento sobre as doenças da retina pode garantir que mais pessoas busquem exames preventivos e tratamentos adequados

Abril Marrom: alguns mitos e verdades cercam a saúde ocular

A cegueira e a deficiência visual impactam milhões de pessoas ao redor do mundo. Segundo o Relatório Mundial sobre Visão da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas têm uma deficiência visual ou cegueira, das quais pelo menos 1 bilhão poderiam ter sido prevenidas ou ainda não receberam tratamento adequado.

Entre os latino-americanos, o conhecimento sobre as principais doenças que causam cegueira ainda é baixo. Uma pesquisa realizada pelo IPEC, a pedido da farmacêutica Bayer, revelou que 66% afirmam não conhecer a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e 76% dizem desconhecer a retinopatia diabética, que pode causar o Edema Macular Diabético (EMD), principal causa da perda de visão em pessoas com diabetes. Diante desse cenário, o oftalmologista Fernando Penha, especialista em retina, aproveita o mês de conscientização sobre a cegueira para esclarecer alguns mitos e verdades sobre essas condições.

O diabetes pode levar à cegueira

Verdade. A Retinopatia Diabética (RD) é uma das principais causas de perda de visão em adultos em idade produtiva. O diabetes descontrolado pode causar danos aos vasos sanguíneos da retina, levando a complicações como o Edema Macular Diabético (EMD), que compromete a visão central devido ao acúmulo de líquido na mácula.

Na pesquisa, a conscientização sobre o diabetes ainda é moderada. Para 57% dos latino-americanos entrevistados, a falta de controle do diabetes é uma das principais causas de cegueira, enquanto 51% entendem que a perda da visão é causada por infecção nos olhos.

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) afeta apenas idosos

Mito. A DMRI é uma doença degenerativa que afeta a mácula e pode levar à perda gradual da visão central. Embora o envelhecimento seja um dos principais fatores de risco, outros hábitos também contribuem para o desenvolvimento da condição, como tabagismo, hábitos alimentares, histórico familiar e dietas com baixos índices de antioxidantes. 

A DRMI é uma das principais causas de cegueira em pessoas acima de 50 anos, e ainda é pouco conhecida, por isso o acompanhamento regular com oftalmologista é importante para prevenção e diagnóstico precoce nesses casos.

A visão embaçada não é sinal de risco e pode ser corrigida com uso de óculos

Mito. Muitas pessoas acreditam que a visão embaçada sempre pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato, mas esse sintoma pode indicar problemas mais graves, como a Retinopatia Diabética (RD) e a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Tanto a RD quanto a DMRI podem causar visão embaçada, distorção das imagens e perda progressiva da visão. No caso da DMRI, os pacientes também podem ter dificuldade para ler e distinguir rostos. Já na RD, podem surgir manchas escuras e flashes de luz, indicando danos mais graves à retina.

Não existe tratamento para impedir a progressão dessas doenças  

Mito. Atualmente, o padrão ouro para o tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade e do Edema Macular Diabético são as injeções intravítreas de anti-VEGF (fator de crescimento endotelial vascular).

Esses tratamentos reduzem a formação de novos vasos sanguíneos anômalos na retina (neovascularização) e diminuem o acúmulo de líquido na mácula, melhorando a acuidade visual e prevenindo a progressão da doença.

O tratamento com anti-VEGF está disponível para população no Sistema Único de Saúde (SUS) e na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) através de planos de saúde privados.

Consultas regulares ao oftalmologista podem evitar a cegueira

Verdade. O diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para prevenir e diagnosticar precocemente essas condições.

A recomendação geral é que adultos façam exames oftalmológicos pelo menos uma vez por ano. Para grupos de risco, como diabéticos, idosos acima de 50 anos e pessoas com histórico familiar de doenças oculares, a frequência deve ser ainda maior, conforme orientação médica.

Fontes

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  4. 04

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  • ESTILO DE VIDA
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