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Notícias Corporativas 4 min de leitura

Mulheres ocupam apenas 39% dos cargos de liderança no Brasil

Especialista aponta como a liderança feminina tem se consolidado no mercado e quais são os desafios que ainda impedem mulheres de ocuparem posições de destaque nos negócios

Mulheres ocupam apenas 39% dos cargos de liderança no Brasil

A presença feminina em cargos de liderança no mercado de trabalho tem crescido nos últimos anos, mas os desafios para se estabelecer como autoridade ainda são significativos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que as mulheres ocupam apenas 39% dos cargos de liderança no Brasil, apesar de representarem mais da metade da população economicamente ativa.

Aline Portela, especialista em posicionamento estratégico e negócios para mulheres, destaca que a liderança feminina se diferencia por características como atenção aos detalhes, capacidade de gestão multitarefa e um olhar estratégico e intuitivo. No entanto, a insegurança e a falta de posicionamento ainda são barreiras que impedem muitas mulheres de assumirem seu espaço.

“Muitas mulheres têm dificuldade em se enxergar como referências na própria área. O medo do julgamento e a comparação constante fazem com que acreditem que sempre há alguém melhor do que elas”, aponta Aline.

Para além dos preconceitos de gênero tão latentes na sociedade, Aline aponta três obstáculos principais que dificultam a ascensão feminina:

  1. Mentalidade e crenças limitantes: o medo de errar, a insegurança e a autossabotagem impedem muitas mulheres de se colocarem como líderes em suas áreas;
  2. Posicionamento e visibilidade: construir autoridade exige tempo e consistência. Criar uma marca forte envolve cuidar da imagem pessoal, investir em marketing, produzir conteúdo e participar de eventos estratégicos;
  3. Expectativa de resultados imediatos: muitas mulheres esperam reconhecimento rápido e, ao não enxergarem retorno imediato, desistem antes de consolidar sua marca no mercado.

Segundo Aline Portela, a solução está no investimento contínuo na construção de posicionamento. “Posicionamento é um investimento de longo prazo. É um trabalho constante de branding, fortalecimento da comunicação e desenvolvimento da autoconfiança”, ressalta.

Método Diamante

Para ajudar mulheres a superarem esses desafios e estruturarem sua liderança no mercado, Aline desenvolveu o Método Diamante, uma comunidade que une metodologia, ambiência e direcionamento, que trabalha cinco pilares fundamentais:

  1. Clareza e estruturação do negócio: antes de se posicionar, é necessário ter um modelo de negócio sólido e bem definido;
  2. Comunicação e autoridade: saber contar histórias e construir uma narrativa forte é essencial para criar conexão com clientes e parceiros;
  3. Atração de oportunidades e networking estratégico: participar de eventos, se conectar com pessoas certas e gerar impacto no mercado;
  4. Gestão de tempo e produtividade: equilibrar a vida profissional e pessoal sem perder o foco nos resultados;
  5. Gestão e crescimento do negócio: passar de empreendedora para empresária, dominando a gestão financeira e estratégica da empresa.

“Se uma mulher não trabalha sua comunicação e não se posiciona estrategicamente, dificilmente ela será reconhecida como autoridade na área”, reforça Aline.

Além de desenvolver habilidades técnicas, as mulheres líderes precisam aprender a usar suas histórias como ferramentas de posicionamento. O storytelling se tornou um dos principais recursos para fortalecer marcas pessoais e criar conexões emocionais com clientes e investidores. “Um bom storytelling pode ser o grande diferencial de um negócio. Pessoas compram pela emoção e justificam pela razão. Saber contar sua trajetória de forma autêntica e impactante gera identificação e valoriza seu posicionamento no mercado”, explica Aline.

Com o avanço das discussões sobre equidade de gênero e o aumento da participação feminina no mercado, a tendência é que mais mulheres ocupem cargos de liderança nos próximos anos. Uma pesquisa da Bain & Company revelou que o número de mulheres em posições de CEO no Brasil dobrou nos últimos cinco anos. Segundo a Forbes, no Brasil, essa fatia é de 17%, sendo que a presença de mulheres em cargos de liderança está mais visível em empresas de pequeno porte, capital fechado e no setor de serviços 

No entanto, o crescimento da liderança feminina ainda enfrenta desafios significativos. Dados do Dieese indicam que, em média, mulheres em cargos de direção e gerência ganham R$ 3.328 a menos por mês em comparação aos homens nas mesmas posições, totalizando uma diferença anual de aproximadamente R$ 40 mil. 

“Nosso papel como mulheres no mercado é construir um legado, criar oportunidades e incentivar outras mulheres a se posicionarem com coragem e estratégia”, conclui Aline.

Sobre Aline Portela

Aline Portela é mentora de negócios, especialista em posicionamento estratégico e liderança feminina. Criadora do Método Diamante, já impactou mais de 3 mil mulheres no Brasil, Venezuela e em Portugal, ajudando-as a construir autoridade e a estruturarem seus negócios.

Fontes

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