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Notícias Corporativas 2 min de leitura

Obesidade amplia afastamentos e eleva custos corporativos

Estudo internacional projeta aumento de 60% nos custos da doença, que já superam R$ 70 bilhões ao ano no país; avanço pressiona produtividade, empresas e sustentabilidade da saúde suplementar

Obesidade amplia afastamentos e eleva custos corporativos

No Dia Mundial de Combate à Obesidade, celebrado em 4 de março, dados do Atlas Mundial da Obesidade, da Federação Mundial da Obesidade, acendem um alerta para o Brasil. No Brasil, 31% dos adultos já convivem com a obesidade e 68% apresentam excesso de peso.

O impacto econômico é expressivo. Segundo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), atualmente, os custos associados à obesidade ultrapassam R$ 70 bilhões por ano no Brasil, somando despesas médicas e perda de produtividade. A projeção é de crescimento de até 60% na próxima década, com reflexos diretos sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), a saúde suplementar e o ambiente corporativo.

Segundo levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 94,4% dos custos relacionados à obesidade concentram-se em despesas hospitalares. Os atendimentos não hospitalares representam 2,7%, medicamentos 2,2% e atendimentos ambulatoriais 0,4%, evidenciando que a maior parte do impacto financeiro está ligada a complicações de alta complexidade.

A gerente de Programas de Saúde do Grupo Amil, Mariana Okada, destaca que a obesidade já figura entre os principais determinantes de perda de produtividade no ambiente de trabalho.

"A condição está associada a doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, dor osteomuscular, apneia do sono e depressão. Observamos aumento no número de afastamentos, além de redução de desempenho relacionada à dor crônica, fadiga e alterações metabólicas", afirma.

De acordo com Okada, a obesidade também está relacionada a mais de 60 mil mortes prematuras por ano no país, reforçando a necessidade de uma abordagem estruturada. "Investir em programas multidisciplinares não é apenas uma decisão clínica, mas também econômica, pois reduz custos de alta complexidade no médio e longo prazo", completa.

Como as empresas podem atuar

Embora a adoção de terapias modernas e a personalização do cuidado possam elevar custos ambulatoriais no curto prazo, intervenções estruturadas reduzem a progressão para diabetes, diminuem internações evitáveis e contribuem para maior previsibilidade atuarial, com impacto positivo na competitividade empresarial.

O coordenador médico dos Programas de Saúde da Amil, Diego Soares, ressalta que as empresas podem desempenhar papel estratégico na promoção de saúde e bem-estar.

"Recentemente, uma grande empresa do Rio de Janeiro nos procurou para apoiar colaboradores com obesidade que enfrentavam dificuldades nas atividades laborais e pessoais. Desenvolvemos uma jornada on-line estruturada, com 77 beneficiários, conduzida por endocrinologista e equipe multidisciplinar formada por nutricionista, psicólogo e enfermeira navegadora. Já no segundo mês, alguns participantes registraram perda de até dez quilos", relata.

Além da redução de peso, o programa possibilitou identificar e tratar condições associadas, como hipertensão, diabetes tipo 2, tabagismo e questões relacionadas à saúde mental. Entre os resultados observados estão melhora na disposição, autoestima e engajamento profissional.

Sobre o Grupo Amil

Fundado em 1978, o Grupo Amil atua no setor de saúde suplementar por meio da marca Amil, com planos médicos e odontológicos, e da Rede Total Care, sistema integrado que reúne 19 hospitais e mais de 80 unidades ambulatoriais em diferentes regiões do país.

Fontes

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