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Procura por cirurgia de hérnia cresce no Brasil

Médico especialista do Instituto Medicina em Foco explica como o envelhecimento da população, a obesidade e o retorno às atividades após a pandemia têm impulsionado o aumento de diagnósticos e procedimentos

Procura por cirurgia de hérnia cresce no Brasil

A procura por cirurgia de hérnia tem aumentado de forma significativa no Brasil nos últimos anos. Dados da Sociedade Brasileira de Hérnia (SBH) indicam que entre 20% e 25% dos adultos podem ser afetados por hérnias da parede abdominal, sendo que 75% dos casos se concentram na região inguinal.

Em 2023, cerca de 28 mil trabalhadores foram afastados de suas funções devido ao problema. Já em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou aproximadamente 349.968 cirurgias de hérnia da parede abdominal, com São Paulo liderando o número de procedimentos, com mais de 60 mil.

De acordo com o médico cirurgião especialista em hérnia e fundador do Instituto Medicina em Foco, Dr. Rodrigo Barbosa, o aumento da procura pode estar relacionado a fatores combinados como o envelhecimento da população, a maior prevalência de obesidade, o retorno mais intenso às atividades físicas e laborais após a pandemia e o maior acesso à informação.

"Hoje, o paciente reconhece mais rapidamente os sintomas e entende que a hérnia não regride sozinha, o que leva à busca por avaliação especializada em estágios mais precoces da doença", afirma.

Segundo o cirurgião, as hérnias mais comuns são a inguinal (que atinge a virilha), a umbilical e a incisional (que ocorre no local da cicatriz de uma cirurgia anterior). O médico relata ainda que os sintomas que costumam levar o paciente ao consultório incluem abaulamento visível, dor ou desconforto local, sensação de peso e piora no esforço físico ou ao longo do dia. "Em alguns casos, a dor pode irradiar ou limitar atividades simples, como caminhar, trabalhar ou praticar exercícios."

Quando a cirurgia é indicada?

Embora seja uma condição comum, o Dr. Rodrigo Barbosa ressalta que a hérnia não deve ser banalizada. O especialista afirma que quando há crescimento progressivo da hérnia ou risco de complicações, como encarceramento ou estrangulamento, a cirurgia passa a ser opção indicada para o paciente.

"Mesmo hérnias inicialmente assintomáticas devem ser avaliadas, pois a tendência natural é a progressão. A decisão cirúrgica deve ser individualizada, considerando idade, rotina do paciente, tipo de hérnia e impacto funcional", reforça.

Ele explica ainda que o procedimento pode ser realizado por cirurgiões gerais, cirurgiões do aparelho digestivo e coloproctologistas, desde que tenham experiência específica em cirurgia da parede abdominal. "O paciente deve procurar um médico com volume consistente de casos, domínio técnico e capacidade de explicar de forma clara as opções de tratamento e os riscos envolvidos", destaca.

Para quem deseja aprofundar o tema, há conteúdos informativos sobre especialistas em hérnia e técnicas cirúrgicas disponíveis no site do Instituto Medicina em Foco.

Segundo o Dr. Rodrigo Barbosa, a ausência de tratamento pode trazer impactos relevantes à vida do paciente, entre eles dor crônica, limitação física, afastamento do trabalho e queda de produtividade. Além disso, há consequências psicológicas, como insegurança para realizar esforços e risco de intercorrências agudas que exigem atendimento de urgência. "Em muitos casos, o atraso no tratamento transforma uma cirurgia simples em um procedimento mais complexo", observa.

Os avanços tecnológicos também têm influenciado a decisão dos pacientes. Técnicas minimamente invasivas, como laparoscopia e cirurgia robótica, proporcionam menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida e retorno precoce às atividades.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também chama atenção para a dimensão global do problema. Segundo dados divulgados pela CNN Brasil, oito em cada dez pessoas no mundo sofrem de hérnia de disco, condição distinta das hérnias da parede abdominal, mas que reforça a relevância do tema para a saúde pública e para a produtividade da população.

"O diagnóstico precoce e a escolha correta do especialista são fundamentais para evitar complicações, reduzir afastamentos prolongados e preservar a qualidade de vida. Tratar no momento certo é sempre mais seguro e eficiente", conclui o fundador do Instituto Medicina em Foco.

Fontes

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Versão original desta matéria no portal atual: ler no site antigo.

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