Portal Comunique-se

Facelift ganha espaço entre pacientes mais jovens

Facelift ganha espaço entre pacientes mais jovens

Busca por resultados naturais e duradouros amplia o interesse pela cirurgia, mas indicação depende das alterações anatômicas e não apenas da idade.

Compartilhe

O facelift, também chamado de lifting facial ou ritidoplastia, deixou de ser associado exclusivamente a pessoas em idade mais avançada. Pacientes entre 35 e 55 anos passaram a representar uma parcela maior da procura pelo procedimento, movimento relacionado ao tratamento dos primeiros sinais de flacidez e à busca por resultados que preservem as características individuais.

Dados da American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery mostram que a participação de pacientes dessa faixa etária nos procedimentos de facelift passou de 26% para 32% nos últimos anos. Entre os cirurgiões consultados pela entidade, 67% acreditam que a idade média desses pacientes continuará diminuindo.

Apesar dessa mudança, não existe uma idade considerada ideal para realizar a cirurgia. A indicação depende da presença de alterações que possam ser tratadas pelo procedimento, como perda de definição da mandíbula, flacidez no pescoço, queda dos tecidos faciais e aprofundamento de determinados sulcos.

"O planejamento do facelift deve partir da anatomia e dos sinais de envelhecimento apresentados por cada paciente. Pessoas da mesma idade podem possuir necessidades completamente diferentes, por isso a indicação não pode ser determinada apenas pelo número de anos", explica o Dr. Alex Fioravanti, cirurgião plástico, CRM-SP 150.063 e RQE 66.120.

Naturalidade depende do planejamento individualizado

O cirurgião explica que o objetivo do facelift não é modificar as características que identificam uma pessoa. A cirurgia procura reposicionar estruturas que sofreram alterações com o envelhecimento, preservando as proporções e a expressão facial.

O médico acrescenta que resultados percebidos como artificiais podem estar relacionados ao excesso de tensão na pele, à tentativa de reproduzir um padrão facial ou à escolha de uma abordagem incompatível com a anatomia do paciente. Por isso, a avaliação considera qualidade da pele, distribuição dos volumes, estrutura óssea e alterações do rosto e do pescoço.

O planejamento também define quais planos anatômicos precisam ser tratados e quais regiões devem ser reposicionadas. A extensão da cirurgia e as técnicas utilizadas variam conforme as alterações encontradas, sem a aplicação de uma solução padronizada para todos os pacientes.

Pacientes mais jovens também precisam de indicação criteriosa

A procura pela cirurgia em faixas etárias menores não significa que o procedimento seja recomendado como forma de prevenção para todas as pessoas. É necessário existir uma alteração anatômica compatível com o tratamento, além de condições clínicas adequadas e expectativas realistas.

Um estudo publicado na revista Plastic and Reconstructive Surgery avaliou resultados de longo prazo do facelift e encontrou índices positivos de satisfação em diferentes faixas etárias. Os autores observaram avaliações favoráveis entre pacientes com menos de 50 anos que já apresentavam sinais iniciais de envelhecimento. O estudo não significa, entretanto, que pessoas mais jovens devam realizar a cirurgia de maneira preventiva.

"Naturalidade não significa realizar uma cirurgia menor em todos os casos, mas utilizar a abordagem adequada para corrigir o necessário sem descaracterizar o rosto. A indicação precisa respeitar o momento e as características individuais do paciente", afirma o especialista.

Compartilhe

DINO Agência de Notícias Corporativas

Agência de notícias corporativas. Conteúdos publicados em rede de parceiros online. Na lista de parceiros estão grandes portais, como os casos do Terra, do Metrópoles e do iG. Agência Estado e Agência O Globo também fazem parte desse time, assim como mais de uma centena de sites e blogs espalhados país afora.

Fale com um especialista
Fale com um especialista