Portal Comunique-se

HoLEP alia recuperação e resultados de longo prazo

HoLEP alia recuperação e resultados de longo prazo

Especialista explica que a técnica com laser utilizada no tratamento da próstata aumentada (Hiperplasia Prostática Benigna) pode reduzir sangramentos e tempo de internação, além de apresentar resultados duradouros quando corretamente indicada.

Compartilhe

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é caracterizada pelo crescimento não canceroso da próstata e pode comprimir a uretra (canal por onde passa a urina), dificultando a passagem e o esvaziamento da bexiga. Jato urinário mais fraco, demora para começar a urinar, sensação de esvaziamento incompleto, urgência para urinar e necessidade de levantar-se várias vezes durante a noite estão entre as manifestações possíveis.

Quando os medicamentos não conseguem controlar adequadamente os sintomas ou quando surgem complicações (como retenção urinária, infecções, cálculos na bexiga ou comprometimento dos rins), o tratamento cirúrgico deve ser considerado.

Entre as opções disponíveis está o HoLEP, sigla em inglês para enucleação da próstata com laser de Holmium. Realizado pelo canal da uretra, sem cortes externos, o procedimento separa e remove a parte interna da próstata responsável pela obstrução. Durante a cirurgia, o paciente está anestesiado, para maior segurança e conforto.

"O HoLEP permite remover de maneira ampla o tecido prostático que está obstruindo a passagem da urina. Isso favorece uma melhora do fluxo urinário e contribui para a durabilidade do resultado, desde que exista indicação adequada", explica o Dr. Ricardo Haidar, urologista, CRM-SP 156.529 e RQE 86.409.

Menor sangramento pode favorecer a recuperação

O especialista explica que a ressecção transuretral da próstata, conhecida como RTU ou "raspagem", permanece uma alternativa consolidada para o tratamento cirúrgico da obstrução prostática. No HoLEP, entretanto, a ação do laser permite realizar o corte do tecido e a coagulação dos vasos durante o procedimento e de forma mais eficaz.

As diretrizes da European Association of Urology apontam que estudos comparativos encontraram menor perda de sangue, menos transfusões e períodos mais curtos de sondagem e internação com o HoLEP em relação à RTU monopolar. Em determinadas comparações com a RTU bipolar, também foi observado menor risco de hemorragia e menor tempo de internação.

Contudo, essas características podem favorecer a recuperação inicial, mas não significam ausência de riscos. Sangramento, infecção urinária, dificuldade temporária para controlar a urina, estreitamento da uretra e ejaculação retrógrada estão entre os eventos que precisam ser discutidos antes da cirurgia.

Remoção do tecido obstrutivo favorece a durabilidade

Segundo o médico, a próstata pode continuar crescendo com o passar do tempo. Entretanto, diferentemente de técnicas que retiram apenas parte do tecido responsável pela obstrução, o HoLEP procura enuclear de forma ampla o adenoma prostático, separando-o da cápsula da glândula.

Essa remoção mais abrangente ajuda a explicar a longa durabilidade observada após o procedimento e a menor necessidade de novas intervenções em alguns estudos comparativos. Isso não significa que a próstata seja retirada por completo. Ainda assim, é raríssimo que o paciente precise voltar a usar medicações ou mesmo operar novamente por conta do crescimento contínuo.

Um estudo publicado no Journal of Endourology acompanhou pacientes durante cinco anos e constatou que as melhoras no fluxo urinário, no esvaziamento da bexiga, nos sintomas e na qualidade de vida permaneciam evidentes ao final do período.

"Durabilidade não deve ser confundida com promessa de resultado definitivo. O acompanhamento urológico continua necessário, porque o paciente permanece sujeito ao envelhecimento da próstata e da bexiga, que também pode afetar a qualidade da micção", afirma o especialista.

A escolha entre HoLEP, RTU, cirurgia robótica e outras formas de tratamento da hiperplasia prostática benigna dependem do tamanho da próstata, da intensidade dos sintomas, das condições clínicas, dos medicamentos utilizados e da experiência da equipe com cada técnica.

Compartilhe

DINO Agência de Notícias Corporativas

Agência de notícias corporativas. Conteúdos publicados em rede de parceiros online. Na lista de parceiros estão grandes portais, como os casos do Terra, do Metrópoles e do iG. Agência Estado e Agência O Globo também fazem parte desse time, assim como mais de uma centena de sites e blogs espalhados país afora.

Fale com um especialista
Fale com um especialista