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Empresas ajudam a mapear empregabilidade jovem

Empresas ajudam a mapear empregabilidade jovem

Empresas brasileiras podem contribuir para um estudo internacional que investiga os desafios da empregabilidade jovem na América Latina. A pesquisa reúne empregadores, lideranças de RH e jovens para mapear competências, dificuldades de contratação e transformações no mercado de trabalho, incluindo o impacto da inteligência artificial.

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Empresas e jovens de 15 países da América Latina, do Caribe e do Canadá participarão da nova edição do estudo "Talento jovem e empresas: oportunidades e desafios 2026", realizado pela ONG Junior Achievement (JA). A pesquisa pretende identificar desafios relacionados à inserção profissional de jovens e às estratégias de contratação adotadas pelas organizações.

No Brasil, a mobilização é conduzida pela rede JA Brasil e busca reunir respostas de jovens com diferentes trajetórias educacionais e profissionais, além de empresas de variados setores e portes. A participação brasileira permitirá comparar a realidade do país com a de outras economias da região e identificar desafios relacionados à entrada, à permanência e ao desenvolvimento desses novos talentos no mercado de trabalho.

Entre os temas analisados estão a formação educacional, a experiência profissional, as habilidades técnicas e socioemocionais, as condições de trabalho desejadas e a percepção dos jovens sobre o próprio preparo para o mercado. Pelo lado das empresas, o estudo investigará os perfis mais procurados, as competências consideradas essenciais e os desafios enfrentados nos processos de atração, seleção e retenção de novos talentos.

Inteligência artificial entra na pesquisa

A edição de 2026 amplia o escopo da pesquisa ao incorporar questões sobre habilidades digitais, inteligência artificial (IA) no ambiente profissional e transformações nos processos de recrutamento. O levantamento pretende identificar como os jovens utilizam essas tecnologias e se estão preparados para aplicá-las de forma crítica, responsável e produtiva no trabalho.

"A tecnologia está transformando as ocupações e os processos de seleção, mas o verdadeiro desafio não se resume à capacidade de usar novas ferramentas. Este estudo busca gerar evidências que fortaleçam o diálogo entre jovens, empregadores, educadores e tomadores de decisão. Como região, temos a responsabilidade de construir soluções concretas que respondam às necessidades do mercado de trabalho de hoje e abram oportunidades reais para os jovens da América Latina", afirma Noël Zemborain, presidente da Junior Achievement Americas.

Vagas abertas e jovens sem oportunidades

desemprego e o subemprego juvenil permanecem como desafios relevantes na América Latina e no Caribe, inclusive em contextos nos quais empresas informam ter dificuldade para preencher vagas abertas. Esse cenário evidencia que o desafio não está apenas na quantidade de vagas ou de candidatos, mas também no alinhamento entre as expectativas dos jovens, as habilidades exigidas, as informações disponíveis e as práticas adotadas pelas empresas nos processos de contratação.

"Quando uma empresa afirma que não encontra profissionais e, ao mesmo tempo, milhares de jovens dizem não encontrar oportunidades, existe um problema estrutural que precisa ser investigado. O estudo ajudará a identificar em quais etapas esse encontro deixa de acontecer e quais mudanças podem ser adotadas por empresas, instituições educacionais, organizações sociais e pelo poder público", destaca Alexandre Mutran, diretor-executivo da Junior Achievement Brasil.

Evidências para transformar o mercado de trabalho

A nova edição mantém a metodologia utilizada em 2024, permitindo acompanhar a evolução dos principais indicadores e comparar mudanças nas percepções de jovens e empregadores ao longo do período. Os resultados poderão apoiar empresas na revisão de critérios de contratação e de estratégias para atrair, avaliar e desenvolver novos talentos.

Podem participar da pesquisa jovens de 18 a 29 anos, independentemente de estarem empregados, desempregados, estudando, buscando a primeira oportunidade profissional ou interessados em mudar de área. Também podem responder ao levantamento empregadores, profissionais de RH e pessoas envolvidas em processos de contratação e desenvolvimento de profissionais. A participação é gratuita, as respostas serão tratadas de forma anônima e confidencial, e o prazo para responder vai até 31 de julho de 2026.

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DINO Agência de Notícias Corporativas

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