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Geração de empregos formais cresce no Brasil

Geração de empregos formais cresce no Brasil

Indicadores oficiais apontam crescimento do emprego formal, redução da desocupação e recuperação do mercado de trabalho no primeiro semestre de 2026.

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O mercado de trabalho brasileiro manteve trajetória positiva no primeiro semestre de 2026. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o país criou 921.645 empregos formais entre janeiro e junho, sendo 145.161 novas vagas apenas em junho. O resultado confirma a continuidade da recuperação do mercado de trabalho e reforça um cenário já apontado por outros indicadores oficiais.

Além disso, o menor nível de desemprego da série histórica foi alcançado pelo Brasil no trimestre encerrado em junho de 2026. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa nacional de desocupação recuou para 5,4%, refletindo a continuidade da recuperação do mercado de trabalho em 2026.

Embora utilizem metodologias diferentes, a PNAD Contínua e o Novo Caged indicam um ambiente de fortalecimento do mercado de trabalho.

Emprego formal continua em expansão

O saldo positivo de empregos formais no primeiro semestre foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços, construção civil e indústria, que responderam pela maior parte das novas vagas registradas no Novo Caged. No mesmo período, a agropecuária também apresentou saldo positivo, enquanto o comércio foi o único dos grandes grupamentos econômicos a registrar resultado negativo.

O Novo Caged registra admissões e desligamentos de empregos com carteira assinada, enquanto a PNAD Contínua mede a situação ocupacional da população por meio de pesquisa domiciliar. Por isso, os dois levantamentos são complementares e não devem ser comparados diretamente.

Desempenho do mercado de trabalho varia entre os estados

Embora o mercado de trabalho brasileiro apresente sinais consistentes de recuperação, os indicadores mostram que esse movimento ocorre de forma desigual entre as unidades da Federação. Segundo a PNAD Contínua Trimestral, referente ao primeiro trimestre de 2026, a taxa de desocupação variou de 2,7% a 10% entre os estados brasileiros.

Na extremidade mais favorável desse cenário está Santa Catarina. Com taxa de desocupação de apenas 2,7%, o estado apresentou o melhor desempenho do país no período. A análise dos indicadores mostra que o desemprego em Santa Catarina é o menor do Brasil, resultado acompanhado também pelas menores taxas nacionais de informalidade, subutilização da força de trabalho e desalento.

Na outra ponta do ranking aparece o Amapá, com taxa de desocupação de 10%. A diferença entre os dois estados evidencia que, mesmo diante da melhora dos indicadores nacionais, as condições do mercado de trabalho continuam bastante heterogêneas entre as diferentes regiões do país.

Cenário positivo ainda convive com desafios

Os resultados mais recentes confirmam que o mercado de trabalho brasileiro continua em trajetória de recuperação, combinando crescimento do emprego formal e redução da taxa de desocupação. Ainda assim, os indicadores mostram que desafios estruturais permanecem presentes.

Segundo a PNAD Contínua, cerca de 37,3% da população ocupada ainda trabalha na informalidade, enquanto milhões de brasileiros permanecem em situação de subutilização da força de trabalho. Além disso, as diferenças entre estados e grupos sociais demonstram que a recuperação do emprego ocorre de forma desigual.

Os indicadores reforçam que ampliar o número de vagas continua sendo importante, mas a qualidade das ocupações, a formalização do trabalho e a redução das desigualdades permanecem entre os principais desafios para os próximos anos.

Emprego vai além dos indicadores econômicos

Os resultados divulgados pelo Novo Caged e pela PNAD Contínua mostram avanços relevantes na recuperação do mercado de trabalho brasileiro. Entretanto, os impactos do emprego ultrapassam os indicadores econômicos, indo além da simples geração de renda.

Conforme explica Francine Canto Boico, presidente da Rede Conecta Saberes, "o emprego é um direito humano e um dos pilares do bem comum porque amplia a autonomia das pessoas, fortalece o acesso a direitos e cria condições para que cada cidadão participe de forma mais plena da vida econômica, social e democrática do país."

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