Pular para o conteúdo

Digite ao menos 2 caracteres para buscar.

Notícias Corporativas 2 min de leitura

Diagnóstico tardio de superdotação afeta saúde emocional

No Janeiro Branco, a especialista Luciana Zanon alerta que a falta de diagnóstico em mulheres superdotadas pode favorecer a permanência em relações abusivas.

Diagnóstico tardio de superdotação afeta saúde emocional

O movimento Janeiro Branco, dedicado à conscientização sobre a saúde mental, tem trazido à tona debates sobre o que adoece as pessoas em silêncio. Neste cenário, um tema urgente ganha destaque: a vulnerabilidade de mulheres com superdotação à violência emocional, especialmente aquelas que recebem o diagnóstico tardiamente.

Baseando-se nos estudos da psicóloga Elaine Aron sobre alta sensibilidade, muitas dessas mulheres carregam uma percepção ampliada do mundo, captando nuances emocionais com profundidade antes mesmo que se tornem visíveis. Essa característica neurocognitiva, frequentemente confundida com "exagero" ou instabilidade, pode se transformar em fator de risco quando não identificada.

"Sem diagnóstico, validação ou linguagem para compreender quem são, muitas mulheres superdotadas aprendem a se moldar para caber nos ambientes. Nesse movimento de adaptação excessiva, podem permanecer por longos períodos em relações emocionalmente assimétricas, marcadas por controle e silenciamento", explica a psicóloga Luciana Zanon da Silva, especialista em superdotação adulta.

A violência sutil e o impacto na saúde

Dados da ONU Mulheres indicam que uma em cada três mulheres no mundo já sofreu violência física ou sexual. No Brasil, a violência psicológica é uma das mais frequentes. Embora os números sejam globais, o impacto em mulheres neurodivergentes possui especificidades.

Estudos sobre altas habilidades revelam que esse grupo tende a apresentar hipersensibilidade emocional e empatia elevada. Em ambientes afetivos instáveis ou ameaçadores, essa configuração neurológica pode gerar sobrecarga, ansiedade crônica e esgotamento psíquico.

"A violência emocional raramente é explícita. Ela se manifesta no tom, na retirada de afeto e na inversão de culpa. O corpo da mulher superdotada percebe antes da consciência e entra em estado de alerta. Surge a hipervigilância e o medo difuso", detalha Luciana.

O diagnóstico como proteção

Para a especialista, o diagnóstico tardio de superdotação funciona como um divisor de águas na saúde mental. Ele não serve apenas para nomear uma capacidade cognitiva, mas para reorganizar a narrativa de vida e ressignificar escolhas.

"O diagnóstico devolve contexto ao sofrimento, e contexto é proteção. Ele permite compreender por que certos relacionamentos foram adoecedores e ajuda a reafirmar que a segurança emocional não é um luxo, mas uma condição de saúde, especialmente para quem sente o mundo em profundidade", conclui Zanon.

Sobre a especialista

Luciana Zanon da Silva é mestre, psicóloga, psicoterapeuta e mediadora de conflitos. Especialista em saúde emocional feminina, processos biográficos e superdotação adulta, atua auxiliando mulheres a reconhecerem suas especificidades neurológicas e a construírem relações emocionalmente seguras.

Fontes

  1. 01
  2. 02
  3. 03
  4. 04

Versão original desta matéria no portal atual: ler no site antigo.

Assuntos

  • Comunicação
  • Economia
  • negócios
  • SAÚDE E BEM-ESTAR
  • sociedade
Compartilhar

Continue lendo

Leia também

Leia também
  • Hospital Caieiras recebe R$ 3,7 mi e amplia UTI

    O Hospital Caieiras, da Rede Total Care (Grupo Amil), recebeu R$ 3,7 milhões em investimentos para modernizar a infraestrutura, reabrir a UTI com oito leitos individuais e reformar a área de recepção, com novos fluxos, sinalização e totens, visando melhorar o atendimento e atender ao aumento da demanda por cuidados intensivos.

    1 min de leitura Assunto em comum: Comunicação
  • Hospital Vitória Anália Franco oferece apoio à amamentação

    O Hospital Vitória Anália Franco conta com uma estrutura voltada ao apoio da amamentação de recém-nascidos internados na UTI Neonatal. Por meio do lactário, mães que acompanham o tratamento dos filhos podem realizar a ordenha, o armazenamento e a oferta do próprio leite materno aos bebês, respeitando as condições clínicas e nutricionais de cada caso.

    4 min de leitura Assunto em comum: Comunicação
  • NR-1 redefine o Setembro Amarelo dentro das empresas

    A campanha de prevenção ao suicídio chega com a gestão de fatores de risco psicossociais, enquanto o país soma 546.254 afastamentos por transtornos mentais em 2025. Vanessa Custodio, doutora em Gestão Humana e Social, explica o que separa o clima organizacional de diagnóstico de risco.

    4 min de leitura Assunto em comum: Comunicação

Time comercial

Fale com um especialista

Duas etapas rápidas: seus dados de contato e, depois, um pouco sobre a sua empresa.

  1. 01 Seus dados
  2. 02 Sua empresa

Seus dados são tratados conforme a Política de Privacidade.

Personalize o que você vê

Escolha suas editorias

A home passa a abrir com um bloco Para você, e as editorias escolhidas sobem para o topo da página. A escolha fica salva só neste navegador — não pedimos cadastro e nada é enviado para nossos servidores.

Editorias de interesse

Nenhuma selecionada