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Cursos alinham formação à demanda na construção civil

Governo e instituições privadas se unem para suprir a falta de mão de obra especializada na construção civil, garantindo empregos e sustentabilidade do setor.

Cursos alinham formação à demanda na construção civil

Iniciativas recentes de qualificação profissional voltadas ao setor da construção civil têm reforçado a articulação entre poder público, entidades de ensino e empresas privadas para enfrentar a escassez de mão de obra especializada no país. Programas desenvolvidos em diferentes regiões demonstram uma estratégia convergente: alinhar a oferta de cursos às efetivas demandas do mercado e ampliar o acesso à formação técnica.

Em Brasília, 37 profissionais concluíram cursos de Eletricista de Instalações Prediais e Encarregado de Obras. A capacitação contou ainda com o apoio de uma construtora que possui forte atuação no estado de Goiás. Os trabalhadores concluíram formação com emprego garantido, passando a integrar imediatamente o quadro funcional da empresa.

Henrique Aquino, secretário substituto da Secretaria Nacional de Qualificação, Emprego e Juventude do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), afirma que "o projeto representa uma nova geração de políticas públicas de qualificação profissional: cursos pensados a partir das vagas existentes, em diálogo direto com o setor produtivo e com resultado concreto, que é o emprego". Segundo o secretário, houve a preocupação de que as ofertas estivessem alinhadas às necessidades reais das empresas.

No Nordeste, o Governo de Sergipe lançou o programa Qualifica Sergipe, abrindo mil vagas para cursos de qualificação profissional na área. A iniciativa busca atender à crescente demanda por trabalhadores capacitados no setor, ao mesmo tempo em que oferece um incentivo financeiro aos participantes. Durante o período de formação, os alunos recebem um auxílio mensal de R$ 500, destinado a apoiar a permanência nas aulas e reduzir a evasão, especialmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social.

André Abreu, engenheiro civil da Bristol, indústria de perfuratrizes, marteletes, brocas e implementos agrícolas, enfatiza a importância dos cursos de formação para a segurança dos colaboradores e da obra. Desde 2024, diversas Normas Regulamentadoras sofreram alterações visando manter a segurança frente às constantes transformações do ambiente de trabalho na era tecnológica, como as NRs 1, 10 e 28, recentemente. O engenheiro também menciona a importância de constantes treinamentos e aperfeiçoamento dos trabalhadores. "O investimento em cursos rápidos, que podem ser dados no próprio canteiro de obras, habilita os profissionais a usarem corretamente as máquinas disponíveis. Isso, além de garantir maior segurança aos operários, também prolonga a vida útil das máquinas, evitando prejuízos com manutenções e paradas inesperadas no serviço."

Além dos aspectos técnicos e da ampliação do número de trabalhadores qualificados, as iniciativas recentes também têm buscado enfrentar desigualdades históricas. O projeto Elas Constroem, desenvolvido por uma instituição privada em parceria com a Comissão de Responsabilidade Social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), promove turmas restritas a mulheres no intuito de ampliar a participação feminina em um setor tradicionalmente marcado pela predominância masculina. O curso oferece qualificação profissional em 11 estados brasileiros, buscando proporcionar oportunidades de emprego e autonomia financeira às participantes.

Os cursos voltados ao trabalho na construção civil são, em sua maioria, estruturados para priorizar a formação prática, sendo oferecidos nas modalidades presencial, semipresencial ou, em menor escala, online. As atividades práticas são realizadas presencialmente, em ambientes controlados, oficinas ou canteiros de obras simulados. A carga horária varia conforme a complexidade da função, podendo ir de treinamentos de curta duração, entre 16 e 40 horas, até períodos mais extensos, superiores a 100 horas. No caso específico dos cursos para operação de máquinas e equipamentos, como perfuratrizes e marteletes, a formação é predominantemente presencial, com foco intensivo na prática e no cumprimento das normas de segurança. Esses possuem carga horária reduzida, geralmente entre 8 e 40 horas, sendo a capacitação legalmente exigida para o exercício da função.

O setor é um dos maiores geradores de emprego do país, possuindo papel crucial para a economia e impactando diretamente o PIB, principalmente em decorrência da necessidade de insumos e serviços complementares. Nesse cenário, a parceria público-privada se torna um elemento chave em prol da mitigação do desalinhamento de competências.

Para mais informações, basta acessar: https://www.bristol.ind.br/ 

Fontes

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