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Carnaval acende alerta para risco de lesões ortopédicas

Uso de calçados inadequados, consumo de bebidas alcoólicas, falta de preparo físico e terrenos irregulares elevam o risco de quedas durante o Carnaval. O médico ortopedista Dr. Gabriel Ferraz Ferreira orienta como agir em caso de lesões.

Carnaval acende alerta para risco de lesões ortopédicas

O Carnaval é, para muitos brasileiros, sinônimo de festas, blocos de rua e diversão. Só no Rio de Janeiro (RJ), a expectativa é que, neste ano, mais de 8 milhões de pessoas circulem pela cidade durante o período de celebração, segundo a prefeitura. Médicos comumente alertam que os cuidados com a saúde não podem ser esquecidos em meio à folia.

Além de hidratação adequada, controle no consumo de álcool e uso de protetor solar durante o dia, outro ponto de atenção está no risco de lesões ortopédicas devido a horas de dança com movimentos repetitivos e de alta intensidade. É o que afirma o médico Dr. Gabriel Ferraz Ferreira, ortopedista especializado em cirurgia minimamente invasiva do pé e tornozelo.

"As lesões ortopédicas mais comuns durante o Carnaval são as entorses de tornozelo, seguidas de lesões no joelho, coluna e quadril. A entorse de tornozelo é, sem dúvida, a principal queixa nos atendimentos nessa época", destaca.

Ele menciona que o uso de calçados inadequados (especialmente salto alto), o consumo de bebidas alcoólicas, falta de preparo físico e terrenos irregulares são fatores que elevam os riscos de quedas, acidentes e lesões.

Segundo o médico, ficar muitas horas em pé ou dançando sobrecarrega significativamente as articulações e estruturas musculares. O tornozelo, joelho, quadril e coluna sofrem impacto repetido durante a festa.

"Quando você dança por longas horas seguidas, os músculos ficam fatigados e perdem a capacidade de estabilizar as articulações. Além disso, o cansaço afeta a propriocepção — a capacidade do corpo de se orientar no espaço — tornando o folião mais propenso a quedas e acidentes. Logo, é fundamental intercalar momentos de descanso, mesmo que breves", alerta o Dr. Gabriel Ferraz Ferreira.

Por meio de ações simples, uma pessoa pode preparar melhor o corpo e reduzir o risco de incidentes durante as celebrações do Carnaval, enfatiza o médico. O ideal é começar semanas antes da folia com exercícios de fortalecimento dos músculos do tornozelo, perna, glúteos e core. Esses grupos musculares são, de acordo com Ferreira, fundamentais para estabilizar as articulações durante a dança.

"Alongamentos diários também são essenciais para manter a flexibilidade. Atividades como caminhada, natação ou pilates são excelentes para preparação geral. Além disso, é importante fazer um aquecimento antes de dançar — nem que seja alguns minutos de movimentos leves — e alongar após a festa", pontua o ortopedista.

Sinais de alerta

O Dr. Gabriel Ferraz Ferreira diz que sinais de alerta não devem ser ignorados, mesmo se não houver uma queda ou acidente durante a folia. É necessário procurar atendimento médico se a pessoa sentir dor persistente que não melhora com repouso e gelo nos primeiros momentos, se houver inchaço progressivo, se a articulação ficar instável ou se o indivíduo não conseguir apoiar o peso no membro afetado.

Também é importante ficar atento a deformidades visíveis, sensação de "travamento" da articulação, formigamento, dormência e dor que irradia para outras regiões, acrescenta o profissional.

"Muitas pessoas tentam ’empurrar’ a dor e continuar dançando, o que pode transformar uma lesão leve em algo mais grave. O método PRICE — Proteção, Repouso, Gelo, Compressão e Elevação — deve ser aplicado nos primeiros momentos, mas se a dor persistir ou piorar, não hesite em procurar um pronto-socorro ou uma clínica especializada. Quanto mais rápido o diagnóstico, melhor o prognóstico e mais rápida a recuperação", recomenda o Dr. Gabriel Ferraz Ferreira.

Queda forte

Em caso de queda ou impacto mais forte, a recomendação é sair da pista de dança imediatamente e procurar um local seguro para avaliar a lesão. "Se houver inchaço progressivo, dor intensa, deformidade óbvia ou impossibilidade de apoiar o peso, procure um pronto-socorro imediatamente. Não tente ‘massagear’ a área ou fazer movimentos bruscos. Manter a articulação imobilizada e elevada também ajuda", aconselha o médico.

Pessoas com histórico de entorses recorrentes, artrose, lesões de ligamentos ou qualquer condição ortopédica preexistente devem ter cuidados redobrados. O uso de uma tornozeleira estabilizadora ou órtese pode fazer a diferença em muitos casos, oferecendo suporte adicional à articulação.

Essas pessoas devem evitar calçados inadequados e reduzir o tempo de dança ou alternar com períodos de descanso mais frequentes. Se o indivíduo tem histórico de lesões graves, é prudente participar do Carnaval de forma mais moderada, assistindo a apresentações, por exemplo, em vez de dançar ininterruptamente, sugere o Dr. Gabriel Ferraz Ferreira.

"Lembre-se: uma lesão tratada corretamente nos primeiros momentos tem muito melhor prognóstico do que uma lesão negligenciada que se torna crônica. O importante é conhecer seus limites e respeitar o corpo", salienta o especialista.

Para saber mais, basta acessar o site do profissional: https://drgabrielferraz.com.br/

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Versão original desta matéria no portal atual: ler no site antigo.

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  • SAÚDE E BEM-ESTAR
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